Historietas e conclusões de um menino de três anos...
Quando publiquei “Constatações de um menino de dois anos” aqui no blog, com as frases de meu filho nesta idade, minha tia Tereza me contou que minha avó já fazia a mesma coisa muito antes da internet: anotava em um caderninho especial as falas da minha mãe, a mais velha de cinco irmãos, e do meu tio Plinio, o segundo a nascer. Há...
Treze pratos e bebidas imperdíveis em Brasília
Não estava fácil escolher dez. Então, resolvi flexibilizar e aumentar para 13 a lista de pratos ou bebidas simplesmente deliciosos encontrados nos restaurantes de Brasília. Claro que são escolhas absolutamente pessoais, mas com certeza capazes de inspirar o pessoal que está trabalhando na capital nesta época em que ela está vazia, com...
A culpa da mãe
Acordei hoje subitamente às 5h50, uma hora antes do despertador. Sim, as tensões do trabalho têm sua parcela de culpa, para não correr o risco de ser injusta, uma única pessoa do trabalho. Mas 80% da culpa é mesmo de um filme que parecia despretensioso e por isto me atraiu chamado “Não sei como ela consegue” (“I don’t know how...
Historietas e conclusões de um menino de três anos
Quando publiquei “Constatações de um menino de dois anos” aqui no blog, com as frases de meu filho nesta idade, minha tia Tereza me contou que minha avó já fazia a mesma coisa muito antes da internet: anotava em um caderninho especial as falas da minha mãe, a mais velha de cinco irmãos, e do meu tio Plinio, o segundo a nascer. Há pouco tempo, li uma entrevista em que Arnaldo Antunes dizia que fez uma música com os dizeres de seu filho de três anos. Registrar o que dizem nossos pequenos quando estão aprendendo a lidar com a fala é, portanto, algo a que não conseguimos resistir. Se aos dois anos, achávamos inteligentíssimas as conclusões a que tão jovens pessoas chegavam, aos três, continuamos impressionados não só com suas constatações sobre o mundo que começam a observar, mas também com a forma como lidam cada vez melhor com o vocabulário que vão adquirindo. Registro a seguir, as falas de meu filho João, aos 3 anos que, quem sabe, possam divertir também os que não o conhecem.
“Farofeira!”, João, olhando para a mãe que cantava , brincando: “Comprei um quilo de farinha pra fazer farofa, pra fazer farofa-fá”. Em 9-08-2011, aos 3 anos e 3 meses.
“A lua fica brilhando no céu escuro”, contemplando a lua quase cheia. Em 26-08-2011, aos 3 anos e 3 meses.
“Você só quer saber de avião”, para a mãe, que contava a história do avião, sendo que ele, sim, só queria saber de avião. Em 9-09-2011, aos 3 anos e 4 meses
“Onde tem helicópteros e onde tem terremoto”, quando a mãe mostrava imagens de um avião em Nova Iorque, na época do terremoto que atingiu a cidade. Em 9-09-2011, aos 3 anos e 4 meses.
“Vê se pode, mamãe?”, imitando algo que a mãe falou em outro momento.
“Não tem ninguém nesse avião. Só os macaquinhos”, olhando para o avião de plástico de um livrinho e percebendo que só os macacos eram fixos. Os outros bichos só apareciam por trás das janelas, não estando verdadeiramente no avião.
“Você resgatou?”, sobre o avião dele que estava na cama da mãe, que o trouxe para ele. As três mais ou menos aos 3 anos e 4 meses.
“Eu nunca comi sorvete moído assim. Eu tomaria. Eu tomaria hoje”. Olhando a foto e desejando o sorvete com várias bolas e biscoito moído entre cada uma delas. Em 20-10-2011, aos 3 anos e 5 meses.
“É a porta giratória”. Girando o guarda-chuva de Panda que ganhou dos pais e se lembrando da hora em que Clark Kent vira Superman em “Superman, o filme”, de 1978, que assistira semanas antes em DVD.
“É a do Superman”, identificando a trilha sonora de “Superman, o filme”, de um CD com as melhores trilhas do mestre John Williams, respondendo à mãe, que tinha dificuldade de diferenciá-la da de “Caçadores da Arca Perdida”. As duas são bastante parecidas. Aos 3 anos e 8 meses.
“Tudo que a gente entende, a gente fala, sabia?”. Ensinando a mãe. Em 19-10-2011. Aos 3 anos e 5 meses.
De novo, as fantásticas máquinas voadoras
“O avião chegou. Ele está encantado pelo castelo”. Em 25-10-2011, aos 3 anos e cinco meses, humanizando um de seus queridos aviões feitos de Lego.
“Esse avião é do universo, não é da TAM. Ele tem uma asa poderosa, sabia?”, ainda pensando em suas incríveis máquinas voadoras. Idem.
“E depois o avião do universo vai decolar. Olha as turbinas dele”, mostrando seu vocabulário relativo a aviões. Idem.
“O helicóptero é assim: ele tem a hélice que gira assim e o motor, que faz voar”. Idem.
“Esse é o avião da TAP que você vai fazer? Eu vou ensinar o avião da TAP”, pegando as peças verdes e vermelhas do Lego da mão da mãe. “Aí você tem que aprender a fazer o avião, sabia? O seu avião já tá terminado”, fazendo ele mesmo o avião.
“Lá tinha tantos aviões! O Concorde você não consegue ver. Levanta, venha ver!”, variando as marcas das máquinas.
“É a base da biruta pra ela se equilibrar”, terminando de construir uma biruta de aeroporto com legos. As três últimas falas aos três anos e cinco meses.
“Sabia que os aviões mais novos são os que têm suportes nas duas asas?”, demonstrando cada vez mais especialização na área aeronáutica, sua preferida. Em 8-11-11, aos 3 anos e meio.
Contando histórias
“Era uma noite chuvosa… Uhhh! O gato caiu láaa embaixo e viu um fantasma. (…) E o lobo mordeu o gato”. Contando história de terror na véspera do Halloween, em parte inspirada no programete do Discovery Kids visto dias antes. Em 30-10-11, aos 3 anos e cinco meses.
“Eu sabo dirigir avião, nave e navio”. “O que é mais difícil?”, pergunta a mãe. “O navio. O navio é o Titanic. Ele bateu num iceberg e afundou. Aí os homens consertaram ele. E ele voltou”. Em 11-01-2012, aos 3 anos e 8 meses, lembrando-se da exposição dos objetos do Titanic que visitou.
“O cachorro virou um bicho sanitário que fala?”, referindo-se a si mesmo e trocando de personagem na brincadeira pelo que ele próprio criou: o bicho sanitário. Em 8-11-11, aos 3 anos e meio.
“Vou tirar porque tá muito adolescente”, se referindo ao próprio boné. Em 9-11-11, idem.
No almoço
“Eu passei no meio do vegetal. Você sabia que esse é o vegetal, sabia?”, apontando para um arbusto na varanda do restaurante em que almoçávamos. Em 2-11-11, idem.
“Eu se preparei pra comer o doce. Você viu? Eu fui naquela porta…”, se preparando para o momento especial de comer um petit gateau com sorvete só seu de sobremesa. Idem.
“Que gostoso esse recheio!”, elogiando o realmente especial petit gateau de chocolate amargo do Gero de Brasília. Idem.
“Pronto, você já está produzida”. Para a mãe, no dia do natal, quando ela terminou de colocar biquini e short. Em 25-12-11, aos 3 anos e 7 meses.
Na casa de vovó e vovô
“Eles são violentos”, sobre os filhotes de cachorros que a avó comprou para os netos e, aos quatro meses, gostam de pular neles, quase derrubando os donos. Em dezembro de 2011, idem.
“Eu coloquei água com xixi aqui”, de dentro da banheira onde tomava banho e fizera xixi, referindo-se a um frasco de creme da avó. “Mas, João, este creme é caro”, responde a mãe. “Mas tem muitos cremes ali”, apontando para a grande coleção de cremes da vaidosa avó materna.
Idem.







