Posts made in junho, 2010

A Copa e as meninas II- Seleção dos sonhos

A Copa de 2010 não será lembrada apenas por seus jogos e pelas vuvuzelas, jabulanis e torcidas coloridas enchendo as ruas da África do Sul. Nesta primeira fase, ainda não dá para saber se a forte e surpreendente Argentina, a jovem e fortíssima Alemanha, a campeã européia Espanha, a Holanda ou até o Brasil será o campeão, mas uma coisa é certa: esta é a Copa em que a participação do público acontece da forma mais ampla e democrática. Blogs, tweeter, facebook, redes sociais em geral, enfim, a internet, permite que o torcedor critique, faça brincadeiras, monte vídeos satirizando os personagens, escale sua seleção ideal como “nunca antes na história deste País” e do mundo. “Fora Galvão”, “Fora Tadeu Schmidt”, Dunga em Fúria- o vídeo em que o técnico da seleção “substitiu” Michael Douglas, xingando e quebrando tudo como no filme hollywoodiano- ganharam mundo e viraram uma Copa dentro da Copa.

Neste saudável cenário, capaz de macular até a poderosa TV Globo, as mulheres têm uma vantagem: cada uma de nós tem liberdade e espaço na rede para “escalar” o seu próprio time dos sonhos… do ponto de vista estético, bem entendido. Já com um certo atraso, após alguns jornais, sites e o famigerado Fantástico de Tadeu Schmidt, apresento aqui a minha seleção de bonitões. Sujeita a comentários e até a alterações até o final do torneio porque estamos sempre de olho. Ah, e nada de respeitar posições. Liberdade conferida a nós mulheres, tantas vezes alvo de brincadeirinhas e piadas injustas sobre nosso suposto desconhecimento da arte do futebol. São 11 jogadores, mas há, por exemplo, dois goleiros. Afinal, beleza não obedece a posição em campo.

1-    Kaká

 O “nosso” Kaká dispensa qualquer comentário


2- Fabio Cannavaro- Itália

 Apesar dos olhos próximos demais, o conjunto da obra justifica a escalação

3- Roque Santa Cruz- Paraguai

Também dispensa comentários

4- Robin Van Persie- Holanda

Olhem os traços. A Holanda não poderia decepcionar!

5- Gonzalo Higuain- Argentina

A boca não ajuda, mas o conjunto do rosto sim

6-    Didier Drogba- Costa do Marfim

Os olhos e o rosto anguloso determinaram sua entrada na lista

7-    Justo Villar- goleiro do Paraguai

Beleza andina

8-    Mario Gomez- Alemanha

Beleza alva

9-    Seigo Narazaki- goleiro do Japão

Parece galã de filme japonês

10- Iker Casilas- Goleiro da Espanha

Precisa explicar? Ganha a camisa 10

11- Miguel Veloso- Portugal

Autoexplicativo

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A Copa do Mundo e as meninas

A primeira Copa do Mundo de que me lembro é a de 1978. Me lembro que saíamos para comemorar as vitórias da seleção na caçamba de uma caminhonete antiga que meu pai tinha, em plena W3, principal via de Brasília naquela época. Lembro-me de que adorávamos isso. E também me lembro do Rivelino. E é só. Daí para 1982 parece que passou uma década pelo menos. Tinha 13 anos naquela Copa que, para mim- e acho que pra muita gente- apesar das vitórias seguintes, foi a mais marcante.  

Morávamos em São Paulo porque minha mãe estava fazendo seu doutorado na USP naquele ano. A contragosto meu, que tinha deixado a turma da minha vida em Brasília para me mudar para a fria metrópole, para mim, fria em todos os sentidos, pelo menos no início. A Copa de 82 foi marcante por vários, mas por um motivo principal: 1982 veio depois do glorioso 1981. Poucos meses antes, o Flamengo tinha trazido do longínquo Japão a Taça de Campeão Mundial Interclubes. Uma glória imensurável para mim, uma carioca que, embora praticamente só tivesse feito nascer no Rio (não tenho sangue fluminense), tinha aprendido a nadar nas piscinas do Clube da Gávea aos três anos. Com essa turma da 109 sul (não a famosa gangue da quadra, mas minha turminha de pré-adolescentes), passei a gostar ainda mais de futebol. Meu pai, pernambucano, era um Santa Cruz que chegando ao Rio se encantou pelo Flamengo. Nunca foi fanático, mas não se furtava a jogar suas peladas ou a levar as duas filhas ao Maracanã.

Pois bem, na turma da 109, éramos quatro meninas e pelo menos uns 15 meninos. Sempre fui moleca, adorava plantar bananeira (na verdade, ousava mais, fazia “parada e ponte”) debaixo do bloco e a partir daquele ano comecei a assistir futebol pra valer. A grande maioria dos meninos, muitos filhos de cariocas que migraram para Brasília, era flamenguista como eu (e minha irmã, Joanna). Uma das exceções importantes era o Lívio, um vascaíno tão roxo que durante os 15 anos seguintes, quando nós meninas nem “andávamos” mais com a turma, chamava os meninos pra descer assoviando a primeira estrofe do hino do Vasco. A briga era boa, talvez tão saudosa quanto aquele fenomenal time do Flamengo.  

Longe da turma, me restava São Paulo. Um alento importante para a saudade que eu sentia dos meus amigos foi o fato de um dos professores da escola em que estudávamos, o Vera Cruz, ter indicado a leitura de “Mengo, uma odisséia no Oriente”. Em nada se parecendo com uma obrigação escolar, o livro de Carlos Eduardo Novaes foi para mim uma verdadeira viagem. Imagine acompanhar a trajetória de um grupo de flamenguistas que saem do Rio de Janeiro passando por meio mundo até chegar a Tóquio para a grande final. O outro alento era assistir aos jogos da Copa na casa de duas grandes amigas: Gabi, de quem não tenho notícias há anos, mas era uma boa companheira da 7ª série C “do Vera”, e Juliana, que conheci aos cinco anos, morando na Bahia, e que, coincidentemente, me acompanhou por várias cidades onde vivi. Como não poderia deixar de ser, agora ela e meu primo Tota, com quem se casou, mora aqui em Brasília.

Na casa da Gabi, na mesma rua do nosso apartamento, em um sobrado da Vila Madalena, assisti a alguns jogos com ela, a mãe, Regina, e o padrasto, Orlando. Lembro-me muito de ter ouvido a narração de Sílvio Luiz pela primeira vez lá. Até hoje tenho um misto de sentimentos por ele: acho-o um pouco enjoativo, mas ao mesmo tempo muito engraçado. Atrapalhando o Sílvio Luiz ficava um cachorrinho que eles tinham insistindo em dar suas latidas durante o jogo. O clima não poderia ser melhor.

Na casa da Juliana, que na verdade era a casa de Ceci e Sato, um casal de nisseis amigos de juventude dos meus pais, assisti à derrota do Brasil. Mas não só. Tínhamos visto alguns jogos da Copa ali, onde os animados Sato e Ceci sempre recebiam um grupo de pessoas. O pequeno Hélio, irmão da Ju, então com 2 anos, corria pela sala junto com os dois cachorros pincher da família. Era uma casa grande, de dois andares, com uma agradável claridade e um traçado modernista. Nos fundos, um belo gramado. A festa era grande e, nos intervalos, invariavelmente, saboreávamos o inesquecível patê de ovos e cebolas com maionese feita em casa de Ceci.

Não precisava ser flamenguista para admirar aquela seleção. É verdade que tínhamos Leandro, Júnior e Zico. Mas os corinthianos (meu time em São Paulo, a que tenho direito já que morei na cidade duas vezes) contavam com Sócrates, os são paulinos com Valdir Peres, Serginho e Renato, os atleticanos do Galo tinham ninguém menos que Cerezo, Luisinho e o chutão de Éder… E havia Edinho, Paulo Isidoro, Falcão (o Rei de Roma) e Roberto Dinamite, artilheiro do Vasco e odiado- e temido- por nós flamenguistas. Era a seleção dos sonhos de qualquer treinador, no caso Telê Santana. Um time que fazia jogadas de encher os olhos. Muito diferente do que viriam a ser as equipes a partir dos anos 90, movidas a força e rapidez e nada de beleza.

Mas aquele time dos sonhos perdeu. Foi eliminado pela Itália do carrasco Paolo Rossi, como todos os que têm mais de 35 anos se lembram bem. E foi naquele gramado da casa da família Sato que, desoladas e revoltadas, eu, minha irmã, Juliana e uma amiga dela queimamos a bandeira do Brasil. Chorávamos de raiva e tristeza enquanto a bandeira queimava. Nossos pais devem ter rido por dentro diante da cena cômica, ao mesmo tempo em que sentiam pena de seu lado trágico: suas meninas passavam por uma das maiores desilusões que tinham sentido em suas breves vidas. Afinal, levávamos o futebol e o Brasil a sério.

De volta a Brasília desde o fim de 82, veio 1986, de que me lembro muito pouco. Apenas de que a seleção ainda tinha resquícios da formação de 82 e de que assisti a ela com meus colegas do Segundo Grau do Inei. Foi interessante assistir com eles porque, como qualquer grupo de adolescentes brasileiros, meus amigos adoravam futebol e eu, por outro lado, adorava vê-los jogando na quadra de futebol de salão do colégio durante o recreio. Fred, Samuel e Marco Antônio, pelo menos destes três me lembro bem, não faziam feio.

Fora Galvão

Se em 1990, a Copa praticamente passou em branco- eu estava na faculdade e tínhamos outras prioridades “mais engajadas”- 1994 ficou na memória. Eu era repórter da editoria de “nacional” do Correio Braziliense, cobria alguns Ministérios e os tribunais superiores. Também contribuía muito com a Política pois era ano de eleição e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estava pegando fogo com os processos de Fernando Henrique contra Lula, Lula contra Fernando Henrique, Brizola contra todos. Portanto, na histórica final de Brasil e Itália eu estava de plantão e escalada para fazer, aqui em Brasília, nada importante, apenas a cobertura da repercussão do resultado nas ruas. Fosse ele qual fosse.

Como naquele tempo eu já tinha horror a Galvão Bueno, tinha assistido até ali a todos os jogos na Bandeirantes, com a narração do meu preferido, o equilibrado Luciano do Vale. Por superstição, não poderia ver a final na Globo, claro. A questão era que todos os demais jornalistas, inclusive os chefes, tinham o problema contrário: também não abririam mão de mexer em time que está ganhando: ou seja, assistiriam a Brasil e Itália com a narração insuportável de Galvão, ganhando de presente os mornos comentários de Falcão. Sem saída, terminei indo para a sala do então Diretor de Redação, Ricardo Noblat. E ali fiquei, sozinha, pelos 90 minutos da partida. Claro que, assim que Baggio jogou a bola para longe do gol, corri para comemorar na redação com meus colegas.     

Sem muito a acrescentar sobre o clima da vitória de 2002, que comemorei com um grupo de gringos do hotel deles numa Copacabana coberta de verde e amarelo, dou um pulo no tempo para os dias atuais. Afora a animação e a riqueza lingüística da torcida sul-africana com suas vuvuzelas, jabulanis e bafanas-bafanas, a tendência retranqueira de muitos times, a decepção causada por alguns favoritos como a Espanha e o aparente neo-favoritismo de Alemanha e Argentina, não sabemos o que será do Brasil nesta Copa de 2010. Mas para mim, com certeza, já desponta como uma daquelas inesquecíveis. É a primeira Copa do meu filho João. Aos dois anos, incentivado pela mãe e com uniforme completo da seleção dado pelo avô, ele abriu o pulmão para gritar “Goooooool do Brasil!” duas vezes encantando até o pai que liga tanto para futebol que assistiu à estreia vestido de roxo.

Também será a primeira Copa de Théo e Nina, os dois filhos da Juliana e netos de Ceci que, com certeza, vai estar acompanhando os primeiros passos de seus netos como torcedores lá da Terra Pura (o céu dos Budistas). A avó de João e sua prima Anita, minha mãe, Rosa, também acompanha entusiasmada daqui de Brasília a estreia dos dois como torcedores da seleção.  Aos três anos recém completados, Anita, a filha da minha irmã Joanna, torce pelo Brasil lá de São Paulo, onde elas moram. João, Anita, Théo e Nina estão começando a construir suas primeiras lembranças de Copas. Quem sabe serão do Hexa? Nunca é demais sonhar.

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Dia dos namorados embalado a Madeleine Peyroux

Mesmo tendo dado de cara com o último CD de Madeleine Peyroux em destaque na Livraria Cultura do Iguatemi no dia do show da cantora americana em Brasília, tomei uma decisão: desta vez, assistiria à apresentação sem ter ouvido o disco. Queria fazer diferente do que costumo: ter o primeiro contato com as músicas ali, ao vivo. A experiência não poderia ter sido melhor. Acompanhada de seu violão e de uma afiada e animada banda de cinco músicos (piano/teclado, guitarra, baixo/contrabaixo acústico, bateria e trumpete) no palco da Sala Vila Lobos do Teatro Nacional, a cantora soava bem diferente da que se apresentou no Centro de Convenções em 2007: ainda que bastante jazzístico, o som da turnê “Bare Bones” está muito mais moderno, com bastante blues contemporâneo, flertando com o pop, e até com solos de guitarra beirando o rock and roll. É claro que os blues com cara de anos 40/50 que fizeram Madeleine ser comparada a Billie Holiday quando ela apareceu no fim dos anos 90 também deram o ar da graça. Para alegria do público ávido por hits dos discos anteriores, Madeleine voltou a cantar músicas como “Don’t wait too long”, “This is heaven to me” e “Dance me to the end of Love” de seu mais famoso CD, “Careless Love” (2004). Faltou a contundente (e minha preferida) “Between the bars”. Mesmo assim, não poderia ter havido melhor forma de comemorar o Dia dos Namorados. Era como se Madeleine- e sua voz marcantemente romântica- tivesse sido contratada no dia 12 de junho de propósito. E ela foi avisada disso.

“É minha sorte que hoje é o dia dos namorados, então gostaria de brindar ao amor junto com vocês. Saúde!”, disse Madeleine, em português ensaiado, emendando a nostálgica e bela “La javanaise”, do CD “Half the perfect world”, o quarto de sua carreira, de 2006. Em sintonia, os músicos fizeram um semi-círculo em frente ao palco em volta da cantora, empunhando pequenos instrumentos, como se estivessem fazendo uma serenata para os namorados. O super jovem baterista Darren Becket soltava suavemente sua paleta sobre uma mala de metal, o pianista tocava um micro-teclado portátil, o contrabaixo acústico e o trumpete acompanhavam de perto. Nada de guitarras aqui.

Filha de mãe francesa e pai americano, Madeleine Peyroux canta em francês com pronúncia impecável. Nasceu na Geórgia e passou a adolescência entre o sul da Califórnia, o Brooklyn e Paris. Começou a carreira aos 15 anos em grupos que tocavam nas ruas da capital francesa. E escolhe algumas típicas chançons françaises para figurarem em seus repertórios, cuja maioria das letras são em inglês. Até sua forma de se vestir se aproxima mais da de uma francesa descolada do que do visual Nova Iorquino moderninho dos demais integrantes da banda. Os cabelos presos despretensiosamente, a calça de brim e as botas surradas parecem tentar encobrir a beleza do rosto da cantora. Uma das faixas de “Careless Love”, “J’ai deux amours”, confirma: “J’ai deux amours: mon Pays e Paris (Tenho dois amores, meu País e Paris)”. Mas esta, que cairia tão bem na data, infelizmente, ficou de fora do novo show.

 Canções francesas e tradição americana

A mesma intimidade que tem com o cancioneiro francês, Madeleine demonstra com as diversas vertentes da melhor música americana. O jazz nascido em New Orleans e depois levado a Chicago e a Nova Iorque é a grande inspiração de Madeleine, mas sua forma de cantar se aproxima mais do blues. O jazz já “modernizado” dos anos 40/50, eternizado pelas grandes cantoras como Ella Fitzgerald e Billy Holiday foi o cerne de seu início de carreira. No primeiro disco, “Dreamland” (1996), regravações de canções interpretadas pelas duas divas e de Fats Waller dividiam as faixas com três músicas da própria Madeleine. Nos CDs seguintes, que a tornaram famosa, ela regravou alguns standards como “Don’t Cry Baby” (de J. Bernie e J. Johnson) e apostou em composições novas com musicalidade emprestada dos antepassados. Com o timbre realmente parecido com o de Billie Holiday, Madeleine não teve medo de parecer pouco original ao uni-lo ao estilo que imortalizou a cantora negra americana. Cantava jazz e blues antigo e, não fosse a qualidade das gravações atuais, poderia mesmo ser confundida com Lady Day. Na turnê de 2007, deu entrevistas dizendo que não se importava tanto com as comparações e que já estava criando um estilo próprio.

“Bare Bones” veio para mostrar que, agora, sim, Madeleine Peyroux estava pronta para fazer algo bem diferente. Compôs cada uma das 11 faixas. “É uma experiência tão nova que me sinto como se estivesse fazendo o primeiro disco de novo”, afirmou em entrevistas. Isso explica a diferença. “Bare Bones” não é nem melhor nem pior, é ainda muito bom. Na faixa título do CD, que ela classifica como uma das suas “drinking songs” (canções para beber), a bem humorada cantora (nisto bem mais americana que francesa) e sua banda abusam do teclado, do blues, do pop, com um belo resultado. Ao vivo, com a densidade da banda – versátil, passando dos instrumentos acústicos do jazz para os elétricos do pop- “Bare Bones” cresce, revela uma boa compositora de melodias e dá vontade de dançar. Quando uma pessoa da platéia pede um oldie, Madeleine não perde o humor: “I know that song. But don’t you think these other ones are much better?”. 

 

Os músicos da banda dão um show à parte. Em uma típica canção americana, Madeleine canta enquanto o guitarrista Jon Herington, um sósia de Lou Reed, troca a guitarra elétrica por uma espécie de bandolim. Um pouco mais tarde, o bandolim volta para se encontrar com o trumpete de Ron Miles e o público se transporta para o Mississipi dos anos 50. Madeleine resolve cantar um “woman’s blues” e Jim Beard troca o piano pelo órgão com som de igreja, acompanhado apenas da bateria e do contrabaixo. Depois, o baterista empresta uma batida da Bossa Nova para uma canção do canadense Leonard Cohen. Na inédita “Standing on the roof top” o som parece com um bolero futurista.

As mais jazzísticas me fizeram lembrar uma conversa recente com dois amigos do trabalho. Eles comentavam como é bom assistir a shows em lugares como o já saudoso Canecão, onde se pode ouvir ótima música tomando um drink. Show de jazz definitivamente combina com um bom drink. No meu caso, um em especial: a vermelha Tequila Sunrise que me acompanhava em todas as diversas apresentações em clubs de jazz a que fui em minha temporada Nova Iorquina de 1996: Iridium (na época em que ainda ficava perto do Lincoln Center); Sweet Basil, Village Vanguard (Blue Note não porque já era extremamente comercial, com três shows de 45 minutos na mesma noite). Drink sim, barulho não. E, jamais, celulares com câmeras que tiram a atenção da apresentação como neste sábado na Sala Villa Lobos. Isso tem que ser proibido.

Sem o intimismo dos clubs, mas com o gostoso clima de nostalgia do Teatro Nacional, na quarta fileira, graças ao presente do meu dedicado marido, começou ali um Dia dos Namorados para não ser esquecido.

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