O encanto irresistível das pedras preciosas

O encanto irresistível das pedras preciosas

Não me considero uma “fashion victim”, muito pelo contrário. Gosto de moda pelo prazer de ver nas roupas, e principalmente nos sapatos, estampas e combinações originais, designs surpreendentes, outros tradicionais, arte, enfim. Afinal, de arte eu gosto desde pequenininha. Mas não me preocupo em vestir aquilo que está na moda e sim se aquilo que está à venda se adequa ao meu estilo, ao meu gosto que, como dizia o professor Luís Humberto, da Faculdade de Comunicação da UnB, está sempre sendo moldado pela chegada do “novo”. Eram belas palavras que, no fundo, significavam: uma novidade que a princípio nos parece horrível pode, daqui a alguns meses ou até semanas, nos parecer mais familiar e, portanto, até bonita. Basicamente, vamos nos acostumando com as novidades.

Com certeza por influência da minha mãe, que cultivava um estilo hippie na época em que eu era pequena, sempre gostei (muito) mais das joias de prata do que das de ouro. Ou, se fosse o caso, das de ouro branco do que das de ouro amarelo. De pedras gosto muito desde a minha adolescência, quando comprava brincos grandes e anéis de prata com pedras brasileiras de joalheiros de Pirenópolis, cidade histórica de Goiás próxima a Brasília, e de outros redutos de artesãos. Lembro-me de dizer quando adolescente que minha pedra preferida era o jade e, na juventude, o ônix. Estas preferências se mantiveram, mas a elas foram sendo adicionadas diversas variedades de gemas: granada, água marinha, esmeralda, rubi…

Há alguns anos, comecei a prestar mais atenção às joias mais sofisticadas, mais caras, principalmente as de ouro branco, sempre com com pedras. Gosto das peças cuja referência são estilos clássicos. Meu casamento foi um ponto de partida para este novo mundo. Na hora de alugar as joias para compor o visual assinado pelo estilista Paulo Araújo, que trouxe as rendas- sem brilho, a meu pedido- de Paris, me deparei com um lindo conjunto art-decô original: uma pulseira, uma tiara, um broche de cabelo e um par de lindos, lindos brincos. Tudo em ouro branco e diamantes como era usual nas jóias deste estilo que marcou o fim da década de 1910 e as de 1920/30. Ninguém anda por Nova Iorque ou mesmo pelo centro do Rio de Janeiro sem se deparar com prédios ou arranha-céus com este traçado, caracterizado pelas linhas retas em vários tamanhos e cuja primeira inspiração foi o Movimento Futurista. Quando meus filhos nasceram, alguns anos depois, ganhei um conjunto decô também original e deslumbrante de presente do meu marido.

Antes disto, na pesquisa pela “joia dos sonhos” nas lojas de Brasília, conheci melhor alguns joalheiros de quem passei a gostar. A mais renomada das brasilienses é Carla Amorim, mestre em desenhar joias grandes com uma enorme delicadeza! Depois, apresentada por Karla Paes de Andrade, irmã de minha grande amiga Patrícia, conheci uma das coleções da jovem designer Laura Neves. Laura gosta de pedras brancas e coloridas, transparentes e foscas e tem muita criatividade para esculpir o ouro em torno delas. Para minha sorte, utiliza bastante o ouro branco. Ela ora usa traçados clássicos, ora lança mão dos mais modernos. Tenho um brinco de Laura que é um verdadeiro coringa por causa de sua pedra transparente e do ouro branco, claro.

Letícia Linton

A próxima aposta de Karla junto ao mercado brasiliense já é uma estrela entre as designers de joias do Brasil. As peças da paulista descendente de árabes Letícia Linton já estamparam as capas de edições de diversas revistas brasileiras de moda, de Vogue a Elle e já enfeitaram os pescoços, orelhas e dedos de celebridades nacionais e internacionais como Jada Pinkett Smith, a esposa de Will; Eva Mendes, Mena Suvari, Queen Latifa, Kerry Washington (do filme Destinos Ligados, tema do post Cinema de Luxo, daqui do blog)… Algumas atrizes já desfilaram joias de Letícia até no Tapete Vermelho que leva ao Kodak Theater do Oscar.

A joalheira está sempre viajando ao exterior para participar das principais feiras de joalheria do mundo. No Brasil, suas peças são vendidas ao Jet set paulistano no showroom da designer na Vila Olímpia.  

Letícia é uma apaixonada pelas pedras. “É a energia delas, com suas diferentes lapidações, que norteia tudo o que faço”, diz. Ela forja um estilo próprio a partir de referências clássicas. Sua última coleção, cujas peças serão mostradas por Karla nos dias 24, 25 e 26 de agosto (terça, quarta e quinta-feiras da próxima semana) no Edifício Brasil 21, bloco E, sala 826/827, entre 10 e 18 horas, mantém estas características. Letícia virá a Brasília especialmente para o evento promovido por Karla.

As cores vibrantes do par de brincos que compõe o conjunto abaixo salta aos olhos. O conjunto mescla tanzanita, tsavorita e bris.

A delicadeza de brincos como estes aliada à exuberância Letícia já mostrava em coleções mais antigas que se consagraram. Uma das que mais chama a atenção pela originalidade é  a batizada de franjas, com ouro branco e prazialitas, tsavoritas e cristais. A coleção intitulada flowers mostrava o talento da designer para misturar com harmonia e sem exageros pedras de diferentes tamanhos e cores, formando verdadeiros arranjos orgânicos. O brinco em que as pedras parecem cair como flores em um carramanchão e o broche de pedras longas (na foto abaixo) se destacam.

A linha princess foi outro ponto alto da criação de Letícia pela rara leveza com que a designer paulista consegue aliar muitos diamantes a outras gemas. Quando misturados a pedras maiores e de menor valor e ao ouro amarelo, diamantes podem tornar algumas peças extremamente over e até de mal gosto. Aqui, eles foram colocados em forma de losangos rodeando topázios de dois tipos e tonalidades (London e Sky). A base é o ouro branco. O resultado são peças lindíssimas, de desejo mesmo, com um ar de antigas. Para vê-las, visite o site www.lbldesign.com.br e vá em “coleções”.

Assim como outra joalheira paulista, Carol Kauffmann (que vende na Villa Daslu e na Bergdorf Goodman, em Nova Iorque), Letícia Linton já se inspirou no estilo art-decô para criar algumas de suas joias. Letícia moderniza o estilo mesclando pedras com os já tradicionais diamantes tão característicos do estilo (imagens também no site). O estilo art-decô é o mote  principal das criações de Carol (veja foto do brinco abaixo), em que os brilhantes também têm função fundamental. 

Afinal, como dizia Marilyn Monroe, “diamonds are a girl’s best friend”!

Contato para evento de Letícia Linton em Brasília: Karla Paes de Andrade- (61) 9994-7722

 

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