O museu ao ar livre mais bonito do mundo

O museu ao ar livre mais bonito do mundo

Comendo um sanduíche aberto de camarão com sour cream (smorrebrord, para os dinamarqueses), nós olhávamos para o jardim. Não era um jardim qualquer: uma enorme estrutura de Alexander Calder se movia ao sabor do vento que vinha do Mar Báltico, alguns metros à frente. Duas grandes esculturas fixas também do americano que popularizou os móbiles dividiam o espaço com a móvel.

Lá no fundo, quase escondido, descansava um ET esculpido por… Miró. Olhando à esquerda, por cima do mar, víamos a Suécia.

O mais lindo museu com esculturas a céu aberto do mundo está na Dinamarca, mais precisamente a algumas estações de trem de Copenhagen. O Louisiana (www.louisiana.dk) tem esse nome com cara de Estados Unidos porque seu fundador se casou com três mulheres, todas elas chamadas Louise. Nos vastos jardins à beira do Báltico, se espalham figuras orgânicas de metal do francês Jean Arp (fotos abaixo) e diversos trabalhos do inglês Henry Moore.

Ao lado do casarão branco em que ficam as exposições internas, estão algumas de suas figuras mais modernas.

Já próximo ao outro lado da casa fica a maior das esculturas de Henry Moore: um homem deitado dividido em partes.

Do alto da colina que as crianças adoram escalar, uma mulher deitada “olha” para o mar.

Lá dentro, duas exposições temporárias dividem o espaço com as obras modernas da coleção permanente, que tem Picasso, Francis Bacon, Louise Bourgeois, com seus enormes aracnídeos…

… além de enomes telas coloridas de pintores nórdicos.

Uma retrospectiva de Yoko Ono, apresenta músicas e vídeos pacifistas feitos em parceria com John Lennon, e as obras interativas da artista nipo-americana que já era consagrada antes de conhecer o beatle, o que aconteceu justamente em uma de suas mostras em Nova Iorque. No jardim, fica a árvore dos desejos, em que pessoas do mundo inteiro escrevem seus desejos em suas línguas maternas.

A outra exposição temporária é a da americana Tara Donovan, com obras que também mexem com as sensações, só que de outra forma. Um céu de nuvens brancas cobre uma enorme parede. Quando se chega perto, se percebe que são, na verdade, milhares de canudos colocados um ao lado do outro.  ”Estou me esforçando para ser uma alquemista e transcender o material”, diz a artista, no (lindo!) site do museu.

Quem visita a parte interna do Louisiana por último sai embevecido com as salas dedicadas ao suíço Giacometti, conhecido por suas figuras magrinhas. Primeiro se vê uma série de mulheres de estatura média.

Na sala seguinte, estão as esculturas que impressionam também pela altura. Tudo isso, emoldurado por uma janela que dá pra mais um dos jardins do museu.

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Live
  • MySpace
  • RSS
  • Twitter

6 Comentários

  1. luiz otavio paiva |

    O Museu é lindo mesmo, Mariana. Muita gente vai a Copenhague e acaba deixando de visitar Louisiana, por conta da distância. Mas, como vc disse, é bem fácil de trem e imperdível.

Deixe um comentário