Posts made in março, 2014

Axl Rose, um mito em carne e osso

Se o objetivo de Axl Rose era deixar as pessoas sem saber o que pensar sobre seus cabelos e seu rosto, com certeza ele obteve sucesso no show realizado em Brasília com o Guns n’ Roses, durante a maior turnê da banda pelo Brasil, que ainda passará por São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Recife e Fortaleza, depois de começar no Rio (ver serviço abaixo). Durante as cerca de duas horas do show iniciado com uma hora de atraso, o ex-sex symbol do rock das décadas de 1980/90 não tirou nem por um segundo os indefectíveis óculos escuros e os chapéus Panamá que, junto com um cavanhaque louro que só acentuava seus bigodes chineses (aquelas rugas ao lado da boca), teriam a função de disfarçar o envelhecimento do astro.

Uma certeza: Axl Rose, cuja barriga já havia causado espanto há 13 anos, quando o Guns se apresentou no Rock in Rio 3, não soube envelhecer. Não no sentido de ter ficado feio. Muitos ficam, mas poucas vezes vi alguém se sentir tão mal com as marcas da passagem dos anos, no caso dele, provavelmente, muito agravadas pelas drogas e pela posterior falta que  sentiu delas. Com manchas de suor entre as pernas, que se confundiam com xixi nas calças, o cantor trocou a jaqueta de couro cinco vezes (!), a despeito do calor que me fazia sentir confortável de minissaia e camiseta sem mangas. Tudo para disfarçar o indisfarçável: a barriga cada vez maior.

E os chapéus? Estaria sem cabelos? E se estivesse, qual o problema? Sua voz aguda, e ao mesmo tempo rasgada, continua boa, ele ainda consegue cantar em falsete como antigamente. Não é isso que deveria importar para um cantor de rock? A que ponto a ditadura da beleza afetou a alma desse agora senhor? Isso tudo me impressionou muito. Lembrei-me da dignidade de Peter Frampton e de Robert Plant nos shows a que assisti aqui mesmo em Brasília há pouco tempo. Também ícones da beleza em sua época (lembram-se da famosa foto de Plant sem camisa em frente ao avião do Led Zeppelin ou da capa da Rolling Stone estampada por um Frampton também com a barriga seca à mostra, em entrevista ao hoje cineasta Cameron Crowe, de “Quase Famosos?), o primeiro optou por cortar as longas madeixas; o segundo as manteve mesmo brancas. Plant, subiu àquele mesmo palco do Nilson Nélson no ano passado de camiseta justa, com a barriguinha de chopp à mostra. E ele é 20 anos mais velho que Axl Rose! Na minha modesta opinião, muitíssimo mais charmoso, seja em seus anos de ouro, seja atualmente, na fase madura. Souberam envelhecer, deu gosto de ver.

Passado o choque, e após um longo início de show de canções pouco conhecidas (exceção para”Chinese Democracy” e “Wellcome to the Jungle” que levantaram o público logo de cara), consegui prestar atenção à música em si. Os fãs pareceram satisfeitos com a substituição de Slash por DJ Ashba, que dividiu a nobre função com outros dois guitarristas, Bumble Foot e Richard Fortus, que se revezaram com ele nos solos. O único outro integrante da formação original do Guns, afora Axl, é o tecladista Dizzy Reed que já declarou que os músicos da formação atual são melhores que os antigos. De qualquer jeito, não deu para trocar Slash, um símbolo do Guns n’ Roses, por apenas um guitarrista. Com figurinos marcantes, da barba esquisita de Foot à cartola a la Slash de Ashba, passando pelas tatuagens de Fortus, os guitarristas não fizeram feio durante os riffs e solos de abertura tão marcantes na carreira do grupo.

“How are you doing? It’s good to be back”, disse Axl, somente depois de seis músicas, e sem fazer qualquer concessão ao uso de sua língua materna. Nada do já típico “Tudo bem?”, tudo muito simples e autêntico no quesito comunicação com o público.

“Live and Let die” levanta novamente o público, tão famosa na versão Guns que deve ter muita gente que nem se lembra que é de Paul McCartney. O layout do palco é o mesmo do show do Scorpions no ano passado, com a bateria atrás e bem mais elevada. Um piano e outro teclado(!) dividem esta parte do palco com a batera. Cinco telões intercalam imagens de vídeo-clips com outras complementares, de pano de fundo. Fogos de artifício também contribuem para o ar de superprodução do show que, com certeza, deve caber bem melhor em estádios. No ginásio de esportes, o barulho ensurdecedor do fogo que saía de seis pontos diferentes do palco era totalmente dispensável.

De vez em quando, umas cinco vezes, Axl Rose sai do palco, deixando um de seus músicos brilharem em looongos solos. Em sua vez, o baixista e backing vocal Thommas Stinson, de camiseta preta (made in Detroit, está escrito nela) e cabelos espetados, parece um Sid Vicious empunhando uma guitarra verde e cantando alto. A música é punk.

(Atenção para um spoiler a seguir) Já estou pensando que o solo seguinte, de Ashba serve para o velho Axl descansar, quando ele emenda com os primeiros acordes de … “Sweet Child of Mine”. O ginásio vai abaixo e eu me penitencio: aquele solo tinha uma razão de ser: que entrada, que bela escolha: a surpresa. Aquela guitarra preta incrustrada de cristais enganou todo mundo! E como “Sweet Child” soa como um hino, um hino de uma geração de roqueiros. “Tem muita força”, resume minha amiga a meu lado, que me revelara mais cedo ter nutrido uma certa paixão por Axl Rose nos anos 90.

Num passe de mágica, o piano é baixado para que Axl o toque. Começa “November Rain”. O casal de garotos ao meu lado, de uns 20 anos, dança abraçado toda a música. Impressiona o número de jovens no show. Mais jovens do que trintões, mais trintões que quarentões. Muitos pais com filhos adolescentes, de 13, até 12 anos. O menino ao meu lado, parecido com o Laerte da primeira fase da novela das 9, sabe as letras de todas as músicas. O do lado da minha amiga, as esbraveja uma a uma. É como nossa geração ao assistir aos shows dos Rolling Stones no Brasil em 1990. Encontros memoráveis com seus dinossauros do rock.

Pra mim que, confesso, conheço o Guns só do rádio (e olha que conheço muito porque como eles frequentaram – e ainda frequentam- as FMs!), o show começou agora. Axl deixa o palco de novo e volta para “Don’t cry”, uma delícia! Mais um clássico emprestado dos anos 60, “Knocking on heaven’s door”, de Bob Dylan.

“Night train” me deixa clara a influência do country no som da banda. Aliás, aquele cavanhaque de Axl não deve ser à toa. Seu sotaque, sua fala pra dentro, suas botas de cowboy, ele tem um quê de moço do interior mesmo.  Dois dos guitarristas fazem um duo de folk no violão.

Quase meia noite e Axl volta de mais uma de suas saídas, assoviando “Patience”. Outro ponto alto. Em mais uma mudança de chapéu, volta com um de veludo vermelho e dourado, com a quinta jaqueta de couro da noite, esta com muitas tachinhas, para “Paradise City”. Encendeia o Nilson Nélson pela última vez.

E sai deixando a impressão de que ali esteve um mito. A beleza deixada no passado, as poucas palavras, tudo envolto em mistério. A seu modo, sem morrer cedo como um Jim Morrison ou até um Michael Jackson, Axl Rose tem, sem dúvida, um quê de mito.

 

Próximos shows:

São Paulo
Quando – Sexta, 28 de março, 22h
Onde – Parque Anhembi – Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana
Preços – entre R$ 270 e R$ 580
Ingressos – www.ingressorapido.com.br

Curitiba
Quando – Domingo, 30 de março, 21h
Onde – Estádio Durival Brito – Rua Engenheiros Rebouças, 1100, Vila Capanema
Preços – entre R$ 220 e R$ 600
Ingresssos – www.blueticket.com.br

Florianópolis
Quando – Terça, 1º de abril, 21h
Onde – Devassa On Stage – Rodovia Jornalista Mauricio Sirotsky Sobrinho, 2500, Km 1
Preços – entre R$ 220 e R$ 280
Ingresssos – www.blueticket.com.br

Porto Alegre
Quando – Quinta, 3 de abril, 21h
Onde – Pavilhão da FIERGS – Avenida Assis Brasil, 8787, Sarandi
Preços – entre R$ 130 e R$ 480
Ingresssos – www.blueticket.com.br

Recife
Quando – Terça, 15 de abril, 20h
Onde – Chevrolet Hall – Av. Gov Agamenon Magalhães, S/N – Salgadinho
Preços – entre R$ 240 e R$ 800
Ingresssos – www.ingressorapido.com.br

Fortaleza
Quando – Quinta, 17 de abril, 23h
Onde – Centro de Eventos de Fortaleza – Avenida Washington Soares, 999 – Edson Queiroz Preços – R$ 90 a R$ 400
Ingresssos – www.blueticket.com.br

 

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Beleza para alimentar a alma, e por que não?

Não consigo entender porque as pessoas têm que falar tanto de beleza interior em detrimento da beleza física. O que têm contra a beleza estética, um belo rosto; um belo corpo, esculpido ou natural; um prédio art nouveau, telas com listras coloridas como as de um Mark Rotko (baixo) ou um Gonçalo Ivo (mais abaixo)? É politicamente incorreto admirar simplesmente o belo? Ariano Suassuna,  professor de estética da minha mãe na Faculdade de Filosofia da Universidade de Pernambuco, com certeza diria que não. O poetinha também discordaria. A cada dia que passa, constato que sou daquelas pessoas que precisam da beleza para viver.


Quando estou cansada, depois de um dia ou uma semana de muito trabalho, não há nada que me relaxe mais ou me faça mais feliz do que olhar uma bela flor, um canteiro cheio de cores, uma árvore toda florida, uma gravura com riscos em preto e branco de um Pollock, uma roupa com cores vibrantes, uma estampa com desenhos harmônicos… E por que não dizer, uma joia com pedras verdes, azuis ou amarelas em um brinco de prata ou ouro branco ou negro, ou ainda combinados com diamantes negros? Como gosto dos diamantes negros junto com as pedras verdes ou azuis!

Ultimamente, após um longo e tenebroso inverno por que passei reclusa, até os novos carros que trafegam pelas ruas de Brasília têm atraído o meu olhar. E nunca fui muito de ligar para carros. Afinal, o ser humano não está sempre em busca do novo? Como há novos designs interessantes! Os pequeninos chineses; o tal do UP da Volkswagen, que andou ganhando o título de carro do ano; os BMWs sem bunda (hatchs); o tal do HB 20. Que designs arrojados, dão gosto de ver!

Se a arquitetura e as artes plásticas sempre foram o meu norte, cada vez mais, a moda, esta arte funcional, vem se tornando a menina dos meus olhos. Minha última paixão são os vestidos supercoloridos que misturam pinturas do rosto de mulheres com estampas de pedrarias. Foi a Prada quem lançou (foto), os preços são absolutamente proibitivos, especialmente no Brasil (vão chegar aqui por R$ 42 mil, mais caros que os carrinhos chineses!), mas já estão sendo copiados por aí, à vontade! Os sem pedraria, porém, custam R$ 6.020.

Na linha desenhos, comprei um bege com uma girafa e pitadas de cores bem distribuídas da nossa ótima Cori. Descrito assim em palavras pode parecer extravagante, mas o bom gosto dos nossos bons estilistas impedem que isso aconteça.

Se as cores estão em toda a coleção de inverno idealizada pelo gênio da ex-comunista (isso!) Miuccia Prada, a prata e o ouro velho estão em diversas coleções dos nossos estilistas tupiniquins. Meu escolhido é o vestido prata de inspiração art decô de Reinaldo Lourenço. A cada coleção que passa só vejo reforçada minha convicção de que ele é mesmo o meu estilista brasileiro preferido. Como consegue ser clássico e ao mesmo tempo tão inventivo?

O vestido é perfeito e, como diz a Elle deste mês, pode até ser usado de dia! É um luxo para os olhos e a alma poder olhar para algo tão belo! Ainda não o vi de perto, provavelmente não poderei comprá-lo- a alta costura brasileira também não está pra qualquer bolso- mas quero pelo menos experimentá-lo.

E como é bom constatar, também, que só se amplia a democratização da alta moda no Brasil e no mundo. Os grandes estilistas brasileiros e internacionais, cada vez mais, emprestam seu talento a coleções muito mais acessíveis feitas com tecidos mais baratos para os grandes magazines como a sueca HeM, e aqui a Renner e C&A (foto abaixo). Ronaldo Fraga aderiu, Stella McCartney aderiu.

Como eu comentava noutro dia com amigas jornalistas antenadas, é sempre bom estarmos abertos a olhar e também a comprar em qualquer lugar, sem preconceitos: de um belo anel bijou na C&A até uma saia geométrica na Prada, quando dá pra viajar pro exterior, porque nosso altíssimo imposto de importação (chega a 65% para produtos de luxo) ainda está aí firme e forte. Protegendo o produto nacional para o bem do Brasil, por mais que reclamem.

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Dr. House canta, toca piano e, claro, atua em show que corre o Brasil

Às 20 horas em ponto, o ator inglês Hugh Laurie sobe ao palco do Arena Iguatemi, em Brasília, sob os aplausos e gritos de uma plateia praticamente toda composta pelos fãs de seu famoso personagem Doctor House na TV por assinatura. Laurie não é bobo nem nada e se aproveita da fama alcançada pelo médico problemático mundo afora: faz caras e bocas, dança, manda beijos e conversa o tempo todo com o público. Um showman. Mas quem está ali não é House, é a porção musical de Laurie, que já lançou dois discos à frente da superbanda de blues que montou, a Copper Botton Band, com uma trombonista, um saxofonista/gaitista, um guitarrista/tocador de banjo, um baterista, um contrabaixista acústico, e duas backing vocals que, em boa parte do show, passam a principais, colocando o astro Laurie em seu lugar de recém chegado à música: como backing e pianista.

“Muito obrigado. Tudo bem? É muito bom estar aqui”, diz o genuinamente simpático astro inglês, após entoar a primeira música da noite, “Hey now”, se dividindo entre o vocal e o piano. Sua voz é grave e rouca, e vai ganhando firmeza à medida que o show avança. Aos poucos, dá pra ver que ele domina as teclas do piano e também a guitarra base que empunhará mais tarde no show. “This is my favorite building by Óscar Niemeyer”, afirma, vertendo o fino humor britânico. O recinto em que estamos, ao contrário, com chão de tábuas de madeira oca e cadeiras dobráveis de barzinho não combina em nada com o clima de cabaré refinado da decoração do palco, com suas cortinas de veludo, abajours e candelabros. Uma microfonia baixinha, mas insistente, quase consegue atrapalhar o supershow marcado por standards do blues de New Orleans, Chicago e Nova Iorque.

“Come on baby, let the good times roll” continua o repertório, recheado de memórias de Laurie. “Quando a gente troca de uma função para outra, nunca se sabe o que esperar”, quase se desculpa o cantor, ressaltando que prometeu à banda que o público iria à loucura quando ele os apresentasse. Elizabeth Lee é a única branca, loura por sinal, e abusa de um abafador azul pra tirar de seu trombone um som que remete aos anos 20. Vincent Henry divide o naipe de sopros com ela, trocando o sax alto pelo barítono nos clássicos e a gaita nos blues de rua de New Orleans.

“Are there men in the audience?”, pergunta Laurie depois da antiguinha “Señorina, kiss me good night”. “What kind of men are you?”, provoca, apresentando a próxima canção e ao mesmo tempo brincando com o fato de grande parte da plateia ser de suas fãs mulheres. Parecia um recado para o homem sentado ao meu lado, cuja esposa declarara na fila que amava Hugh Laurie/Dr. House (como o personagem da TV, na foto abaixo) e iria com ele pra qualquer lugar.

As mulheres também ganham importância no palco, à medida que Gabi Moreno passa de backing vocal a voz principal, lindíssima por sinal.

“Este é um delicioso suco de maçã 18 anos”, brinda Hugh Laurie com a plateia, depois de um viajante solo de gaita “by Mr. Mark Goldberg, from the city of Chicago”.

Ouvindo a superbanda formada pelo ator, um solo após o outro, não posso deixar de comparar seu oportunismo (no bom sentido) com o de Sting. Quando saiu do Police, em 1984, seu lead singer e principal compositor aproveitou a fama para montar uma banda de jazz daquelas, com direito a um integrante do clã Marsalis no sax (Brandford, irmão mais novo de Winton). É o típico jogo de ganha-ganha: que músico não quer a visibilidade que pode proporcionar um superstar do rock ou um ator de uma famosa série de TV? Por outro lado, quem não quer ser acompanhado por uma banda competente quando está se aventurando em uma nova carreira? A diferença é que, compositor que é, Sting criou os temas de jazz de “Bring on the night”, enquanto Laurie ficou em sua zona de conforto, e se ateve à interpretação dos clássicos em seu disco de estreia.

Num dos pontos altos do show, a charmosa Gabi faz um duo com Laurie, cantando em espanhol “Kiss of fire”, que já foi interpretada por ninguém menos que Louis Armstrong. O tango traz de volta ao palco a porção ator do inglês, que dança, como pode, com Gabi, ao som de belos solos de trombone (na foto abaixo, os dois dançam em outro show da temporada). O público aplaude o esforço e Laurie responde com um beijo cênico na boca da parceira.

“So dam good” é o título perfeito para uma nova música de um jovem inglês, que tira o máximo do trombone e do contrabaixo acústico dos músicos da Copper Band. Segue-se um clássico imortalizado por Bessie Smith e aí quem entoa é Sister Jean McClain, com cara e voz grave de diva. “Juuuudge, send me to the electric chair”, canta no típico blues, com um solo de banjo no meio que nos transporta diretamente a um club de New Orleans ou a uma igreja de cidadezinha do sul dos Estados Unidos. Que vozeirão!

Mais tarde no show de mais de duas horas, Sister Jean nos “levará” a uma daquelas igrejas enormes do Harlem com a balada com som de gospel “Didn’t it rain?” e depois o clássico dos primórdios do jazz “I hate the men like you”. Atriz também, essa Sister Jean. Nesse momento mágico do show, lembrei-me por que andei tanto nas ruas de Nova Iorque na última vez que fui procurando o velho Chicago Blues, um clube fantástico dedicado ao ritmo que, infelizmente, havia fechado.

O show ganhou corpo com a grande interpretação das cantoras, mas Laurie continua ali, de pianista. Faz coro com os outros homens da banda, distribui shots de whiskey pra eles (sim, é whiskey mesmo, ele revela, nada de suco de maçã).

Laurie volta de Elvis Presley com “Mistery Train”.

Quase duas horas se passaram quando a banda se retira do palco. O bizz consegue ser ainda mais contagiante do que o que ouvimos até então. “Dream, dream, rock and roll”, volta Laurie, fazendo a menina da primeira fila se levantar e puxar o público todo, e as fãs, em especial, para a frente do palco. “It’s here today and gone tomorrow”, diz a letra, traduzindo com perfeição a sensação que devem ter as fãs do Dr. House. Ele está tão pertinho e vai embora para sempre daqui a pouco. E depois de “C’est la vie”, aquele em que Uma Thurman dança com John Travolta em Pulp Fiction, o fim chega mesmo. E com ele, a satisfação de ver que os aplausos não foram apenas para o ator/personagem. A música venceu.

Serviço próximos shows:

- 25/3 em Curitiba (Teatro Positivo);
- 27/3 em Porto Alegre (Teatro do Sesi); e
- 29 e 30/3 em São Paulo (Citibank Hall, antigo Credicard Hall).

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