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12 Comentários

  1. Querida,
    Tua crônica me fez pensar nesse assunto, aparentemente trivial, mas que carrega questões filosóficas. Quando resolvo fazer uma limpeza no guarda-roupa, deixo tudo o que não visto há pelo menos dois anos ou mais (seis meses, como disse tua amiga, é exagero). Mas não repasso logo. Ficam aquelas roupas ali, numa mala, quase me pedindo para não se separarem de mim, pois afinal me acompanharam, como diz você, em momentos tão especiais. Resultado: algumas vão embora e outras voltam para seu lugar.
    Mas então, como fica aí a questão do desapego? Para você, que ainda tem um longo caminho pela frente, talvez essa questão não se coloque. Para mim, que já vivi, com otimismo, dois terços de minha vida, é crucial. De tua crônica, cheguei a uma conclusão: tenho que me desfazer não somente de roupas, como de livros e papéis que já se foram com outros momentos da vida. Deixar espaço para o novo, para não correr o risco de ficar apegada ao passado, tendência tão comum aos velhos.
    O vestido do casamento (feito por mamãe), as artes que ela deixou enfeitando a casa de todos os descendentes, tudo isso, claro, se não tem espaço de uso, fica na parte do armário das reminiscências, assim como alguns escritos, também preciosos, do tempo em que não existia computador.
    Quem sabe? Documentar em crônicas (essas sim, ficarão para sempre) os momentos da vida que acompanharam esse ou aquele objeto de recordação antes de se desfazer dele? Posso dizer, por experiência própria, que o desapego nos deixa mais leves. Talvez porque o fardo precisa não pesar nas costas para a gente poder voar.
    Um beijo da tia

    • É verdade, tia, às vezes o desapego nos deixa mais leves. Mas poder guardar, ter o direito de guardar, também é muito bom. Claro que não precisa guardar tudo, mas, especialmente quando se perde alguém querido, como é o seu caso, aí, sim, acho que é bom guardar algumas coisas. Fotos em crônicas podem ser uma boa saída, sim, claro. Beijos grandes!

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