Posts made in maio, 2014

A dança, as caminhadas, Deus e a criatividade

Quem tem filhos pequenos, mesmo que tenha um esquema de babá ou baby sitter pra deixá-los em algumas noites, termina saindo menos. Pra dançar, então, “quase nunca” seria a expressão mais indicada. Sempre amei dançar, de balé a rock, passando principalmente por forró, que aprendi lá pelos 13 anos com os primos de minha prima em Recife, onde passava minhas férias. Nunca mais parei de ter vontade de dançar. No segundo-grau, enquanto meu amigo maranhense dava aula pras meninas, eu ensinava os meninos a dançar forró. Muito antes da revigorada que esse ritmo ganhou, especialmente no Rio de Janeiro, em meados dos anos 90. Uma coisa de Brasília a classe média dançar forró: aqui, em se plantando, tudo dá.

Claro, carioca que sou, e tendo morado em Salvador quando criança, tinha aprendido também a sambar lá pelos seis anos, na Bahia, que pros baianos, foi onde nasceu o samba. Deixo lá cariocas e baianos se digladiarem a respeito disso. O que importa é que o samba tá aí.

Digo tudo isso só pra deixar claro o quanto dançar me faz falta. Não vou colocar a culpa em meu marido, que não é lá (nem um pouco) chegado à dança. Paulista, sem samba no pé, apesar de bom sujeito. Só por isso, aliás, está perdoado. Meu momento dançante, então, termina sendo a hora das caminhadas pelas quadras de Brasília.

Além de no carro, é ali que ouço música. No meu I-pod nani, daqueles bem pequenininhos, cabe de tudo: do rock de um Kiss, que ouvi hoje cedo, por exemplo, até o frevo de Armandinho e de Amelinha, passando por muito B-rock (hoje, quando cheguei à letra L, e não optei pelo “random”, foi dia de Legião), de Led Zeppelin (“Rock and Roll”, a canção, é gostosa para caminhar) a Chico Buarque (“Vai passar” também embala bem).


Também tem lugar pra uma disco music (eu que sou roqueira, tenho até uma música da Beyoncé na minha seleção, presente do meu amigo pop Maurício, que me ajuda a selecionar de seu megacomputador, cheio de títulos), não só Donna Summer, mas as versões ainda moderninhas do ótimo Bronski Beat (na foto abaixo). Alice DJ também comparece, é perfeita pra dançar, quer dizer, pra caminhar… Enfim, já faz tempo que não atualizo as músicas mas, a essa altura, as várias Madonnas já estariam provavelmente acompanhadas de algumas Rihannas.

Vou ouvindo, vou cantando e, muitas vezes, quando não me contenho, vou dançando. Principalmente, quando paro para atravessa a rua. Aí pode estar certo que o motorista que estiver passando pela quadra vai me pegar dando uma dançada. Não dá pra ficar parada ouvindo Armandinho, nem Madonna, muito menos Bronski Beat!

A vergonha deixo de lado. O que me lembra algo muito importante que seria um subtema deste texto. Venho percebendo, cada vez mais, que a idade tem que dado um presente valioso: um aumento da autoconfiança que me faz não ligar tanto pra o que as pessoas (principalmente as desconhecidas) estão pensando de mim. Não gostam quando eu entro na Igreja de short ou com o fone de ouvido grandalhão no pescoço? Sinto muito, o intervalo da caminhada é o melhor tempo que tenho para falar com Deus. Não estão gostando da minha voz cantando? Well, sorry, a rua é pública e eu quero cantar.

Virginiana e filha de um pai supercrítico e autocrítico em demasia, sempre fui exatamente assim, a filha dele, mesmo: exigente demais com as pessoas, querendo muitas vezes a perfeição, na mesma medida em que sou crítica comigo mesma. E autocrítica exagerada gera insegurança, claro. Daí pra se preocupar com tudo o que pensam da gente e com tudo o que falam de nós é um pulo. Muitas vezes, eu me pego imaginando o que a pessoa poderia estar pensando de algo que estou fazendo. Imagino verdadeiros diálogos com uma determinada pessoa. Um chefe, um amigo mais cri-cri de quem gosto bastante, enfim, pode ser qualquer pessoa, normalmente alguém que importa na minha vida. Sei que tenho amigas que são piores do que eu em alguns desses aspectos. E fico muito feliz em perceber como estou mudando em relação a isso. É muito importante, com o perdão da palavra, ligar o “foda-se” de vez em quando. Não tô nem aí, penso, nessas caminhadas. É uma dádiva da idade. Por essas e outras é que nunca reclamei da chegada dela. A idade é sábia!

As caminhadas, já disse num post antigo, são também o combustível do pensamento e da imaginação. Hoje descobri que, aliada à endorfina e ao ócio, a parada para pensar na Igreja também ajuda a ter ideias. Esse post surgiu bem ali, na São Camilo de Lelis, quando comecei a conversar com o enorme Jesus Cristo pintado à minha frente. Foi na hora, no momento em que comecei a agradecer por algumas coisas boas que têm me acontecido ultimamente, que tive a ideia de escrever sobre a relação entre a autoconfiança, a música, a dança e as caminhadas. Isso deve ser o que os cristãos chamam de meditação.

Meditação para eles- não sou o que se pode chamar exatamente de cristã- é pensar, falar sobre a palavra. Muito ao contrário da minha concepção indiana de meditação, que se dá não pelo pensamento, mas sem ele: pelo esvaziamento da mente (na foto abaixo, Gurumay, a guru da linhagem de Shydda Yoga).

 

No caso de hoje, incrivelmente, o resultado foi muito parecido. Eu tinha parado de pensar quando olhei para o Cristo da parede. Minha mente estava vazia. Veio o ócio. Veio a ideia. Muitas das vezes em que estou medidando nos satsangs (encontros de canto e meditação) de Syddha Yoga, a corrente do hinduísmo que sigo, tenho boas ideias. Os dois momentos levam ao ócio criativo. Aquele que deu o start a esse blog. Só posso agradecer a Deus, a Shiva, por meus momentos de ócio. Que continuem prolíficos!

Leia mais

No clima de Dancing Days

O que que “Dancing Days” tem? O que torna essa novela de 1978 tão especial? Pra muito além do clima da discoteca, aquele clima de que algo novo estava acontecendo; para além do romance misterioso entre a ex-presidiária e do diplomata da Zona Sul; para além do incrível carisma de Sônia Braga e Joana Fomm, que tornou o antagonismo das duas irmãs tão verossível; para além até do jeitão conquistador que Antônio Fagundes já tinha na pele de Cacá (eu não me lembrava disso!); “Dancing Days” tinha dois trunfos básicos: os diálogos e a inocência.


Os diálogos eram extremamente realistas e continuam atuais, claro, em se excetuando as gírias típicas daquela época, com as quais, Gilberto Braga e Daniel Filho inovaram a linguagem das novelas. A inocência dos relacionamentos, o amor da adolescente vivida por Lídia Brondi, Vera Lúcia, por Beto, personagem do muito saudoso Lauro Corona, um dos maiores galãs da TV brasileira daquela época e o primeiro ator do País a morrer de Aids, anos depois (na foto, com Glória Pires e Lídia Brondi, suas duas namoradas, em momentos diferentes da novela).


Sem ter medo de parecer saudosa e nostálgica- porque eu nunca tive mesmo medo de me assumir absolutamente nostálgica do que foi bom- como é legal ver Vera sonhar com o primeiro beijo de Beto! A gente olha praquela cara linda da Lydia Brondi (que falta ela faz! Por que mesmo que parou?) e se lembra de outros tempos mesmo. A nossa adolescência. O tempo em que adolescente não usava maquiagem, não fazia sobrancelha; unha, então, nem pensar! O pijama era folgadão, roupa não tinha quase importância, aliás. Mal comparando, a Vera me membra eu mesma! Como era bom ser natural! Que horror e que incompreensão eu tenho em relação a esse aspecto da juventude dos anos 2000! É necessário mesmo se arrumar tanto aos 14?

Gente, e o que é a Joana Fomm num longo laranja lindo? Ela fazia a burguesa de bom gosto, a cada dia com um vestido mais bonito que o anterior. Noutro dia, Yolanda brilhou com um vestido dividido entre faixas longitudinais azuis e rosas, bateu o recorde até agora. E como Joana era bonita (eu também não me lembrava disso!). Impagável Yolanda com uma amiga ao telefone lembrando dos bons tempos em Paris com o marido que já não ama mais. Ela está casada por interesse hoje, mas já amou o marido. Nada de maniqueísmos em Gilberto Braga.

Outra personagem que adoro é a de Pepita Rodrigues. Sim, a bela Pepita Rodrigues antes de ser a mãe do cria casos Dado Dolabella. É a típica carioca de Copacabana, apesar do forte sotaque paulista: lutadora, sem frescuras, mas muito feminina. Dá um duro danado pra tirar o pai, vivido por Mário Lago, das roubadas em que vive se metendo. Pepita Rodrigues foi outra que saiu de cena muito antes do que deveria.

Mário Lago fazendo o velhinho Alberico, cheio de sonhos impossíveis, também não se esquece. Quando eu imaginaria que 20 anos depois o entrevistaria sobre suas composições musicais? Nunca. Pra mim, Mário Lago era o ator da televisão, com certeza muito por causa desse papel.


Isso sem falar em Cláudio Corrêa e Castro, Iara Amaral, Beatriz Segall que, em em Dancing Days assinava Beatrix! Vai saber por que! A dinâmica da relação de Celina (Beatriz) e Franklin (Castro) também chama a atenção e vai despertando minha memória aos poucos.

Incrível o funcionamento da memória humana, aliás. Celina, Alberico, Yolanda, Verinha, Carminha, cada nome que ouço parece tão familiar! Como se não se tivessem passado nem um terço desses 36 anos. E como esquecer Marisa, a personagem com a qual Glória Pires estreou nas novelas brasileiras: tão mimada e ao mesmo tempo tão transgressora?

Trilha sonora de luxo
E a música? Bem, este é um daqueles casos em que se pode dizer sem vacilar que a trilha sonora é um personagem. A colocação das canções me fez lembrar porque eu nunca achava que cada personagem tinha sua música. Porque não era assim antes. Em “Dancing Days”, a lindíssima “Amanhã”, de Guilherme Arantes, por exemplo, perpassa a trama toda, aparecendo em momentos diferentes, “João e Maria”, de Chico Buarque, também será um dos temas de Beto, mas quando ele começar a namorar Marisa, mais pra frente na história. E ainda não chegamos na inauguração da discoteca, o primeiro e mais importante turning point  (virada) da trama, em que a música também vai mudar!

Por isso tudo é que é bom demais poder assistir a essa reprise, ainda mais gravada na NET HD, porque aí posso vê-la às 9 da noite, no lugar da chata “Em Família”. Posso dizer sem medo que, pra mim, rever tudo isso e ir completando as lacunas (enormes) da história em minha memória de menina de 10 anos, é um verdadeiro sonho tornado realidade!

Lembranças da vida real
“Dancing Days” teve uma importância crucial na minha vida, como teve na de tantas crianças da minha geração. Foi a primeira novela das 8 que vi, foi ao som de “Abra suas asas, solte suas feeeeras”, de Nélson Mota, que dancei em minha primeira festa de aniversário dançante. Mais que isso: a garagem da minha casa na 707 sul foi transformada em uma verdadeira discoteca, com globo de luz, luz branca (aquela que faz os objetos brancos parecerem fosforescentes) e luz estromboscópica (pra quem não sabe o que é isso, é aquela que faz com que a imagem de quem está dançando pareça com um monte de fotos, uma após a outra, ou seja, a imagem se interrompe e volta, se interrompe e volta…). Isso com um bustiê, um camisão e meias lurex como as de Júlia Matos, personagem de Sônia Braga. E com DJ e tudo! Lembro-me perfeitamente da minha decepção quando ele disse a minha mãe: “Ah, a festinha é de 10 anos só, né?”. Ao que eu respondi prontamente: “Só não. Dez anos já!”, no maior orgulho. “Dancing Days”. Esta sim, tudo a ver!

 

Leia mais

Mar turquesa e areia branca na primeira ilha das Américas

Minha visão de paraíso estava bem à frente dos meus olhos, enquanto eu tomava café com meu filho e meu marido: um mar verde/azulado turquesa, em que tons claros e escuros se complementavam, areia branca e barraquinhas de palha de coqueiro com espreguiçadeiras viradas para o mar. Nunca sonhei com pistas de esqui branquinhas, campos verdejantes ou casinhas nas encostas de enormes montanhas nevadas. Não, o paraíso pra mim é o mar, de preferência azul, mas se a água for transparente, aceito que seja verde clara.

Tirando as barraquinhas e as espreguiçadeiras, esta deve ter sido a visão que Cristovam Colombo e seus marinheiros da Pinta, da Nina e da Santa Maria tiveram quando, em 1492, ainda na primeira das quatro expedições que fizeram à América, após passar pelas Bahamas e pela ilha que mais tarde seria chamada de Cuba, avistaram a Ilha Hispanhola, hoje dividida entre o Haiti e a República Dominicana. Ali, depois de trocar objetos como vidro e tecido por pequenos pedaços de ouro e prata com os então habitantes locais, os tainos, Colombo decidiu construir a primeira cidade das Américas: Santo Domingo.

Depois de ficar hospedados em um hotel boutique que foi a casa de Nicolau de Ovando, o primeiro governador da República Dominicana, seguimos para este que é um dos bons resorts da Praia de Bávaro, em Punta Cana. Este balneário caribenho foi instalado ali, na parte de mar fechado da ilha, há cerca de 30 anos. Continua sendo uma vila, mas abriga 70 hotéis, a maior parte deles em sistema all inclusive, em que a família pode escolher um dos muitos restaurantes temáticos para fazer as três refeições. Atualmente, 35% do PIB da República Dominicana vem do turismo de Puna Cana. Três milhões de pessoas visitam a área por ano e o previsto para o ano que vem é que este número suba para entre 6 e 8 milhões.

“Trinta e cinco anos atrás ninguém queria vir para Punta Cana. Só 15 famílias pobres moravam aqui. Com o desenvolvimento, as 15 famílias, que comiam uma vez por dia, viraram milionárias”, contou o guia que nos levou à Isla Saona, enquanto trafegávamos por uma rodovia construída pela Odebrecht.

Para nós que havíamos estado em resorts como o Summerville, em Muro Alto, ao lado de Porto de Galinhas (PE) e o Grand Oca, de Maragogi (AL), beeem menores, a ideia de resort mudou completamente depois dessa ida a Punta Cana. Tudo ali é mega-hiper, como diria meu filho de quase seis anos,: são nove restaurantes que vão do dominicano (com a deliciosa banana frita) ao tailandês, passando por francês, americano, italiano, mexicano e especializado em frutos do mar. Tudo muito bonito, bem decorado e cheio de hóspedes bronzeadas e desfilando suas sandálias douradas da estação pelos salões.

O Meliá Caribe Tropical, que escolhemos, acolhia umas 10 mil pessoas ao mesmo tempo, num espaço que, para ser percorrido do lobby onde também ficam os restaurantes até a área das enormes piscinas em forma de ameba, bem em frente à praia, contava com nada menos que um trem.

Se a pessoa não gostasse de praia, poderia passar o dia inteiro passeando pelos diversos jardins cheios de aves como pavões que insistiam em mostrar a calda aberta, flamingos e garças; fazer uma das oito massagens e dos sete tratamentos de beleza dos dois SPAs; e, entre um e outro, parar nos quatro barzinhos superbacanas do resort pra tomar uma Blody Mary, um daiquiri de qualquer fruta, um rum dominicano ou a bebida local, a mamajuana, mistura de vinho com raízes, meio parecida com o nosso Pau do Índio, de Olinda, que tem também a versão com rum no lugar do vinho.

Isso se você não estiver hospedado no The Level, a parte mais chique ainda, arrojadíssima, com piscina e área de quartos reservada exclusivamente aos adultos, e um restaurante de filme, ao qual fizemos uma visita com nosso filho à noite, antes de sermos devidamente expulsos.

Piscina natural
Desta vez, com mar rasinho e transparente, conseguimos fazer João pular as piscinas e ficar horas na praia. Afinal, era preciso pegar a dose anual de iodo, de que sua avó materna e sua médica alergista tanto fazem questão. O mar não é tão morno quanto o do nordeste, mas a brisa não chega a atrapalhar. Pra completar de paraíso caribenho, parapentes puxados por lanchas coloriam o céu azul. Uma festa para os olhos de qualquer criança.

Com medo de ficar muito tempo sem fazer nada (como se isso fosse algum sacrifício!), havíamos planejado um dia em uma ilha menor, a Isla Saona, onde, diziam algumas matérias na internet, havia sido filmada “A Lagoa Azul”; e parte de outro dia em um tanque construído no meio do mar, de se pode nadar e pegar em golfinhos e, em outro tanque, nadar com tubarões lixa (sem dentes) e grandes arraias.

Golfinhos
Contar com guias na República Dominicana não é a melhor coisa do mundo: eles são voluntariosos, gostam de contar a história toda, e cada detalhe tem que ser do jeito deles. O dia dos golfinhos me deixou com uma dor na lombar causada pela tensão das regras rígidas impostas pelo guia local: era necessário, além de tirar até a aliança, ficar sem óculos porque, qualquer barulho poderia chatear os bichos. Bati pé, meus óculos escuros são de grau, mas tive que tirá-los na hora em que íamos para o meio do tanque para que os golfinhos passassem por nós e pudéssemos acariciá-los. Meu filho, claro, adorou. Já eu preferi mil vezes a emoção de encontrar um golfinho no mar de Pipa, por acaso, há alguns anos. Mesmo sem sentir a sua pele supermacia.

Nadar com os tiburones, aí sim, foi emocionante, deu frio na barriga. No fim da aventura, de volta às areias brancas, em uma área muito bela da costa, um gole de mamajuana foi providencial.

Lagoa Azul
Na viagem para a Isla Saona, mais tensão. O guia da vez fez questão de manter o som do catamarã em uma altura ensurdecedora. A música, que aliás é onipresente naquele país, não era somente as habituais salsa ou rumba, mas também Michel Teló. Meu filho, que odiou aquela viagem com música nas alturas, voltou cantando “Assim você me mata”, que nunca tinha ouvido no Brasil.

Mas o mar, ah o mar!: Era azul, um azul escuro que só tinha visto duas vezes na vida: em Fernando de Noronha e na ida entre Atenas e as ilhas ciclades, as mais visitadas dentre as ilhas gregas.

A vista da Isla Saona fazia jus a tudo o que eu havia lido, mesmo se constatando que era impossível ela ter sido a locação de “A Lagoa Azul”, um filme de 1980, sendo que toda aquela região era praticamente inexplorada há 35 anos. Descemos do catamarã já em um azul claro, lindíssimo, e do barquinho que nos levou à praia, em uma areia branca rodeada por um coqueiral sem fim. Ao caminharmos para norte para nos livrarmos um pouco das pessoas, encontramos um pedaço ainda mais paradisíaco do que tudo que tínhamos visto até ali. Aquelas clássicas propagandas de viagens ao Caribe não conseguiriam mostrar uma imagem melhor.

 

Leia mais