O novo design polonês em Brasília

O novo design polonês em Brasília

Cadeiras de fibra de vidro ou alumínio supermodernas, luminárias móveis, equipamentos de última geração para esquiar, estantes participativas, joias mutantes. O novo design polonês tem tudo isso. A pequena mostra “The Spirit of Poland”, no Museu do Conjunto Cultural da República, em Brasília, veio pra mostrar aos brasileiros um pouco da muita criatividade deste país que conhecemos tão pouco.

São empresas e iniciativas individuais que, além do desenho em si, apresentam aqui soluções tecnológicas. A Vzór, por exemplo, que trouxe a cadeira preta, tem um modelo de negócios baseado na produção de uma série limitada de ícones do design polonês. Utiliza tecnologias e materiais inovadores e que respeitam os direitos autorais. Um objetivo da marca, a longo prazo, é criar uma coleção dos ícones do design polonês da Europa Central e promover a prática do design na região e no mundo.

 

Outra peça de mobiliário da exposição é a cadeira do estúdio Tabanda, formado por três designers. A cadeira Diago é inspirada no origami e, em vez de utilizar a usual madeira compensada, é feita de folha de alumínio. Está disponível em sete cores diferentes. Sim, todos os produtos expostos no Museu da República estão à venda, mas apenas dois têm revendedores no Brasil. “Encontrar mercado no Brasil para os objetos da mostra é um dos objetivos da exposição”, disse a Escritos do Ócio uma das produtoras da mostra, a polonesa Weronika Rochacka.

Um móvel que vai chamar a atenção do brasiliense é a mesa Steel in rotation, do estúdio de engenharia Zieta Prozessdesing. Sua inspiração foi nada menos que a Catedral de Brasília, de Oscar Niemeyer. O estúdio tem como clientes Pirelli, Balantine’s e Audi. A mesa faz parte de uma coleção chamada “nômades do futuro”, baseada em estudos de expansão volumétrica. Por causa desta tecnologia chamada FIDU, o aço muda sua forma original por meio da pressão interna e se torna uma construção única e ultraleve.

Uma das peças mais belas e intrigantes da exposição é a luminária móvel da Pani Jurek, estúdio especializado em objetos não estáticos. Após ser fixada por um ponto na parede, a luminária redonda pode ser rodada para um lado e para o outro, produzindo luz voltada para pontos diversos do ambiente. À medida que se move, outro elemento entra em ação: a kolo sand, uma areia de vidro que funciona meio que como uma ampulheta. Só vendo de perto pra captar o efeito.

A estante Ivy Shelf da CSTM Custom parece uma estante moderna, mas normal. O diferencial é que o cliente pode participar de sua confecção. Ele projeta as prateleiras por meio de um aplicativo gratuito, que utiliza a tecnologia da realidade aumentada. O consumidor pode escolher o tamanho, a forma e a função dos móveis de acordo com suas necessidades.

E numa exposição de design não poderiam faltar joias. As da Bro.Kat são feitas de carvão, ou ouro negro, como o material é conhecido na Silésia, região ao sul da Polônia. Nos velhos tempos, era a principal fonte de riqueza da região, diz o catálogo da exposição. Os aneis de carvão com prata em formatos rústicos são um verdadeiro objeto de desejo.

Já as joias da Takk são mutantes. Você mesmo pode modifica-las, construindo um modelo para cada ocasião. Tudo isso graças a um íma que atrai a parte da joia que você escolher, como me mostrou Weronika. No dia da abertura da mostra, ela usava a dela em forma de um longo colar, que também pode se tornar uma pulseira, um anel…

As crianças também vão gostar de algumas invenções em especial. Há o sapo que faz barulho à medida que anda…

… há os bichos coloridos feitos de metal…

Há este vaso com cara de veado…

… e estas coloridíssimas pranchas de esqui.

O espírito da Polônia fica em Brasília até o dia 28 de novembro.

 

 

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