A viagem proposta por Abigail e a Girafa

A viagem proposta por Abigail e a Girafa

Comecei a assistir a “Abigail e a Girafa” e, ouvindo a vozinha infantil da atriz que interpreta a protagonista, pensei: “Ih, acho que esta peça não é para meninos de 7 anos (como meu filho), é pra crianças pequenas”. Mas que nada, a história da menina que vai ao zoológico pela primeira vez e conversa com a girafa do título vai crescendo à medida que avança.

É bom avisar logo que o texto é da ótima atriz brasiliense Míriam Virna. Comecei a conhecer o trabalho dela quando assistimos, há um ano e meio, eu, meu filho e meu marido a “Dona Bolota e o Segredo da Árvore Encantada”, co-dirigida pela minha amiga Catarina Accioly. Uma ótima peça, cheia de aventuras e coloridos, com personagens tão interessantes quanto o pássaro interpretado por Míriam. Os movimentos do passarinho pendurado em uma rede só rivalizavam em expressividade com os sons que ele emitia. Coisa de bom ator, daqueles personagens que ficam na nossa memória. E não é que ao olhar o programa daquele espetáculo fiquei sabendo também que a ótima música da peça também tinha sido escrita por Míriam Virna?

Naquela mesma noite, era aniversário de uma amiga e, ao falar com outra amiga em comum por telefone, também atriz e diretora de cinema de Brasília, perguntei sobre a Míriam. Adriana, então, me disse logo: “Ela é ótima.”

Noutro dia, já com ingressos comprados pra ver “Abigail e a Girafa”, conheci Míriam por puro acaso. Não a reconheci sem maquiagem, claro. E ela repetiu pra mim os trejeitos do passarinho. Ah, atores, são tão engraçados, de uma espontaneidade que deixa a gente sem graça!

Mas voltando às aventuras da menina e sua mais nova amiga, a girafa. Bem, o bicho, interpretado pela própria Miriam, que fica atrás de uma cabeça de girafa pendurada num pescoção que pende do alto do palco, surpreende Abigail ao lhe dizer que não pode sair do zoológico. “Nunca?” “Nunca”. Abigail fica triste. E é aí que a história dá uma daquelas viradas previstas em todo bom roteiro de cinema. A girafa dá uma senhora lição de vida à menina ao explicar que não se ressente de não poder sair dali. Ela faz viagens pra onde quer por meio de sua imaginação. E o que melhor que uma peça de teatro, um ambiente lúdico e de fantasia para permitir às crianças viajar com os personagens?

“Abigail e a Girafa” fala, portanto, da característica, ou dom pra quem prefere assim, mais importante da vida de uma criança, ou quiçá, dos adultos. E assim foi que, no fim da peça, perguntei ao meu filho: “E aí, gostou da peça?”. Ao que ele respondeu prontamente: “Gostei não, adorei!”.

 

Serviço- “Abigail e a Girafa” acabou sua temporada no CCBB de Brasília. Mas atenção: haverá apresentações, de graça no Sesc da Ceilândia, dos dias 11 a 14 de novembro. É pra não perder!

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11 Comentários

  1. Obrigado pelo seu doce olhar sobre o mundo mágico que criamos sob o olhar sonhador da grande Miriam Virna!

    Deixo aqui um beijo doce e salgado do pipoqueiro! <3

  2. Que linda suas palavras Mariana!

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