Sendo Nerd no Universal

Sendo Nerd no Universal

Sempre tive um pouco de complexo por ter sido uma nerd na escola. Era boa aluna, sentava nas primeiras filas- hoje sei que era porque tenho um certo grau de déficit de atenção- e sofri muito bulling no então Segundo Grau, porque defendia a ferro e fogo as posições políticas em que acreditava, bem diferentes das dos meus colegas, direitistas do Lago Sul. Acho que tudo isso é, de certa forma, ser nerd.

Na faculdade, onde meus amigos maravilhosos me acolheram muito bem e tinham posições políticas parecidas com as minhas, a sacanagem era por eu, recém- chegada do meu intercâmbio nos Estados Unidos, ainda pronunciar as palavras da língua inglesa em inglês, e não de forma aportuguesada. Quando eu falava Woody Allen, então, o bulling corria solto. Mas pra este eu nem ligava, era tudo muito engraçado mesmo! Agora eu tô até lisonjeada porque o Porta dos Fundos fez um vídeo inspirado em mim e na Pati Melisa:

https://www.youtube.com/watch?v=-tEPNz8E5jc

Senti uma liberdade muito grande ao viajar pra Orlando neste ano pra levar nosso filho de 7 anos aos parques da Universal. Lá, os adultos viram crianças de novo e usam camisetas de super-herois, de personagens de filmes já clássicos como “ET” e “King Kong”; muitos marmanjos viram o Sheldon do comedy show (sim, assim eu chamava as séries quando cheguei dos EUA) “Big Bang Theory” onde se lê “Bazinga!”; e, nos casos mais graves, vestem capas e varinhas do Harry Potter. Há quem leve os filhos vestidos de Harry e tire uma casquinha.

Que delícia conhecer a cidadezinha onde fica a escola de Harry Potter, um filme que já vi adulta e de que, mesmo assim, gostei muito. É verdade que nesta época eu trabalhava como redatora da Rede Telecine. Mundos como o de Harry Potter são todos criados pela imaginação, o que é o máximo. É disso que se tratam estes paraísos nerds. Seja os reais, construídos em tijolo e cimento, como os da Disney/Orlando, sejam os jogos de RPG, que eu adooooro, embora tenha jogado pouco há cerca de 20 anos; ou os jogos eletrônicos, dos quais só joguei Donkey Kong em 1984. Um que comprei no Paraguai, numa viagem com a escola!!

Enfim, tomar o trem de Hogwarts que liga um parque a outro da Universal foi um barato. Meu filho, então, amou!. E tava cheio de adultos ali.

Ao chegarmos do outro lado, tomamos uma cerveja verdadeira, mas também havia a falsa para crianças e adolescentes, do mundo de Harry Potter.

Uma graça. A próxima parada foi num mundo de personagens de HQs clássicos: tinha de Betty Boop…

a Flash Gordon, o herói que meu pai assistia no cinema nos anos 40/50 em sua Caruaru (PE) natal. Tudo muito colorido, tudo padrão estúdio de Hollywood.

E os herois da minha infância completaram a viagem. Um dos rides mais legais do Universal é o do Homem-Aranha. Antes de entrar, você passa pela redação onde Peter Parker trabalha. Olha o clima retrô.

Um simulador em que você se sente como spider man himself! Excuse my english! LOL!!! A gente desce, sobe, vai até o topo dos arranha-céus, leva água na cara! Uma catarse! Fui uma vez e, quando elogiei, meu filho resolveu ir também! Well, tive que repetir, né?

Gostar de Dinossauros e saber os detalhes sobre herbívoros e carnívoros também coloca o estudioso no mundo dos Nerds, claro, né? Então, que tal este ride que tinha os maiores que habitaram a terra?

 

Star Wars
Tudo isso porque não fomos aos parques da Disney desta vez. Em um deles está um brinquedo que abriga os personagens preferidos de qualquer nerd que se preze: Dart Vader, Luke Skywalker, Princesa Leia, Han Solo e cia! Um dos meus maiores prazeres profissionais foi fazer três da série de matérias sobre Star Wars quando os três filmes feitos em 1970/80 foram lançados nos canais Telecine lá por 2001. Era pra comemorar e aproveitar o lançamento dos 3 filmes novos, as chamadas prequels, porque a ação se passa antes dos filmes que foram lançados 30 anos antes. Fiz as matérias sobre as locações dos primeiros filmes, no deserto de Mojave, na California; Design de Produção, que mostrava como os designers se inspiravam na natureza de um planeta real, a Terra, pra criar os mundos da série e eles parecerem críveis; e, finalmente o mais incrível de todos: a escolha do elenco. Puts, nunca pensei que fosse ter este privilégio. Vi e coloquei nas matérias os testes de elenco de Harrison Ford, Mark Hammil (Luke) e Carrie Fischer (Princesa Leia). Em algumas tomadas, eles pareciam totalmente diferente de como ficaram depois que foram escolhidos pra incorporar de vez estes personagens que fazem parte da História do cinema mundial!

Bem, como não fomos ao parque da Disney sobre Star Wars, compensamos. A festa de 7 anos do meu filho teve a presença de todos os personagens principais…

e nós vestidos a  caráter.

Confesso que ainda me sinto meio princesa Leia e repeti a fantasia no fim do ano quando fui ao cinema no Rio com meu filho assistir a “O Despertar da Força”.

“O filme 7, né, minha mãe?”, diz sempre meu filho, já superpordentro!; mostrando que já é um nerd ele mesmo.

No dia do aniversário, o espírito Nerd contaminou toda a família e também os convidados.

A paixão pela verdadeira Saga familiar que é Star Wars, João divide com o amor a outro personagem da hora: nosso Malvado Favorito. Primeiro conhecemos a Casa do Depicable Me.

 

 

 

 

 

Depois, João conheceu um minion. Um daqueles que já estavam estampados em sua camiseta.

E olha a emoção dele ao conhecer o Gru, ele mesmo, em carne e osso. Ou quase.

 

 

 

 

 

 

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4 Comentários

  1. Nunca me interessei em assistir Harry Potter, apesar de falarem que é muito bom. It´s not my type.
    Alias, qdo voltei dos States e Londres passei pelo mesmo que vc. Falava muitas palavras soltas em inglês e palavras com tom “americanizado” em vez de “aportuguesado”, tipo Samsung, Red Bull, etc. Fui zoado. e volta e meia ainda falo algumas assim… rsrsrs

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