Sônia Pinto e o guarda-roupa que não é pra qualquer uma

Sônia Pinto e o guarda-roupa que não é pra qualquer uma

Conheci as roupas de Sônia Pinto quando minha amiga Mayla di Martino, não por acaso mineira, me apresentou a elas na loja multimarcas Dona Coisa, no Jardim Botânico, Rio. A Dona Coisa não é uma multimarcas qualquer, só entram lá designers brasileiros superlegais, muito criativos, que produzem roupas normalmente bem diferentes do que se encontra nas lojas por aí. E assim é Sônia Pinto. “Ela é mineira, mas vende mais pra paulistas que pra cariocas”, me disse Mayla, ela mesma fã da marca e dona de um guarda roupas cheio de peças largas, molinhas e enviesadas e de cores neutras. Naquele dia de janeiro passado, comprei uma maxi-camiseta preta de malha grossa e supermacia, com aplicações de tule preto e cinza que vão até o chão. No meu caso, pouco mais e 1m60, só dá pra usar de salto alto, se não, arrasta no chão. É uma peça linda, mas foi a única porque as roupas de Sônia são todas feitas a mão e, atualmente, exclusivamente com tecidos importados- segundo ela, por causa da crise da indústria brasileira. Por isso, custam caro.

Pois bem, noutro dia, estou aqui em Brasília olhando o facebook e me deparo com um anúncio: Sônia Pinto está montando na cidade um pop up store com sua nova coleção. Pulei de alegria. Sônia saíra da Dona Coisa poucos meses depois de eu conhecer seu trabalho lá e só mantivera a loja que tem nos Jardins, em São Paulo. Nas demais cidades, inclusive as de sua Minas natal, está presente apenas por meio destas lojas provisórias. Era uma oportunidade, portanto!

Aqui, a loja foi montada no Hélio Diffusion da QI 8 do Lago Sul. O legal é que ali, depois dos meninos me mostrarem as peças pretas, brancas e cinzas- nada de concessões às cores nesta coleção-, cheias de assimetrias e reentrâncias, e muito mais retas do que grudadas no corpo, a própria Sônia me atendeu. Foi a estilista quem, pessoalmente, me sugeriu formas de vestir suas calças, vestidos, camisas com sobreposições e casacos tão únicos, mas que conseguem ser, ao mesmo tempo, tão clássicos. E suas saias assimétricas, como esta da foto abaixo.

Uma camisa branca fica diferente porque o tecido é amassado, inclusive o da gola, que fica fofa. Um casaco tem várias formas de se abotoar.

Uma saia preta mídi, tão em voga no momento, leva a assinatura de Sônia Pinto porque um lado é mais comprido que o outro e a cintura é alinhavada por um lindo laço à antiga. O tecido de uma das que levei pra casa? Chantung. Nada menos. Claro que aproveitei a oportunidade e fiz umas perguntinhas a Sônia aqui pra Escritos do Ócio. O principal: por que sua roupa e seus sapatos (sim, os sapatos também são muito especiais!) não são para qualquer mulher. Ela respondeu com gosto.

 (Trabalhos técnicos de Edição: Marco Couto)

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