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Três grandes filmes com Elizabeth Taylor

Vi apenas trechos de “Quem tem medo de Virginia Woolf” e de “Cleópatra”. Não assisti a “Disque Butterfield 8”, o do meio o épico que fez de Elizabeth Taylor a primeira atriz a ganhar R$1 milhão por uma filme e o primeiro e o último os que deram à estrela dos olhos cor de violeta os dois Oscars que ganhou ao longo dos mais de sessenta anos de carreira (ela começou aos 12 anos).

Foram outros os filmes estrelados por Elizabeth que marcaram a minha vida de cinéfila. O primeiro deles, há mais de vinte anos, foi “Assim Caminha a Humanidade (Giant, no original)”. Peguei a fita de vídeo mais para ver James Dean- era a época em que todas as minhas amigas amantes de cinema estavam descobrindo o mito que, apesar de reconhecidamente ter sido um ótimo ator, só participou de três filmes devido a sua morte precoce. Já havia assistido a “Juventude Transviada” e resolvi continuar a cinematografia. Giant, o filme de 1956 de George Stevens, é uma grande produção que acompanha os dramas dos personagens envolvidos com propriedades de terra no Texas. Elizabeth interpreta a filha de um latifundiário que termina se casando com o também fazendeiro vivido por Rock Hudson. James Dean faz o cowboy que, com o tempo, se torna um grande produtor de petróleo. A trama, que perpassa duas gerações, tirou interpretações marcantes dos três e Elizabeth se tornou grande amiga tanto de Dean quanto de Hudson.

Alguns anos depois, assisti a “Gata em Teto de Zinco Quente”, baseado em uma peça do dramaturgo americano Tennessee Williams. Mais uma vez, fui mais atraída por Paul Newman do que por Elizabeth. Eu sempre o considerei o homem mais bonito do cinema, tendo como rival apenas Gary Cooper. Voltando a “Gata…”, Paul Newman e Elizabeth Taylor receberam ambos indicações ao Oscar pelas interpretações contidas, porém cheias de tensão do casal que briga o tempo todo no auge da crise do casamento.

Já em 2001, como redatora do programa Cineview da Rede Telecine tive a grata tarefa de escrever uma matéria sobre Montgomery Clift, um perfil, para embasar uma série de filmes que o então canal Classic (hoje Telecine Cult) iria exibir com ele. Foi ali que assisti a “Um lugar ao Sol” (“A place in the Sun”, no original)”, também de George Stevens, lançado em 1951, ainda em preto e branco, e com Elizabeth Taylor como par romântico de Monty. Fiquei maravilhada. Aparentemente, tratava-se de mais um filme romântico bem feito e com uma belíssima fotografia. Mas a história revelava surpresas que a tornava incomum e ousada e que fez com que o filme ficasse guardado com carinho em minha memória. “Um lugar ao sol” recebeu oito indicações ao Oscar e foi um dos pontos altos da filmografia de George Stevens e, na minha opinião, também de Liz Taylor e Montgomery Clift.

Clift e Taylor se mostraram dois craques da interpretação no auge da juventude e da beleza. Os dois protagonizaram uma cena de beijo avançadíssima para a década de 50, filmada em primeiro plano como não havia sido feito antes. Os vestidos da personagem rica de Elizabeth ajudaram a ditar a moda das meninas da época. Sem sombra de dúvida um “must see” da carreira de Elizabeth.

Nas minhas pesquisas para o perfil do ator, descobri também que Liz Taylor e Montgomery Clift se tornaram grandes amigos naquela época. Na vida real, Monty era um homossexual atormentado pelo fato de não poder se assumir no ambiente de Hollywood em plenos anos 50. Liz o apoiava e guardava seu segredo, apesar de terem circulado rumores de que ela teria se apaixonado por ele. Foi Elizabeth também quem levou Clift para o hospital depois de encontrá-lo dentro do carro que havia batido em uma árvore depois de o ator sair de uma festa bêbado. A partir dali, Montgomery Clift não teria mais o rosto quase perfeito que marcou o início de sua carreira. O nariz ficou torto. Para Liz, a amizade com Monty, como ele era chamado, pode ter marcado o início de sua sensibilidade para compreender os amigos homossexuais, que continuaria com sua ligação com Rock Hudson.

Generosa, talentosa, exagerada, amante de homens e jóias, tudo isto já foi dito. Quando morre uma estrela da importância que tem Elizabeth Taylor para o cinema, só se pode torcer para que ela esteja se encontrando agora com os amigos que teve em vida: Michael Jackson, Paul Newman (para citar os que se foram recentemente), Marlon Brando, Montgomery Clift, e o grande amor de sua vida, com quem se casou duas vezes, Richard Burton.

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