“Aquárius”, a Resistência e o #ForaTemer

“Aquárius” é sobre resistência. Resistência ao establishment, resistência à violência dos grandes grupos econômicos, resistência à modernidade a todo custo. Uma Sônia Braga em estado de graça- que como ela própria já disse, voltou ao cinema brasileira por meio do filme- faz dos próprios cabelos longuíssimos um verdadeiro personagem do filme do pernambucano Kléber Mendonça Filho. O cineasta é o mesmo do premiado “O Som ao Redor”, e o mesmo que levou “Aquárius” ao Festival de Cannes e terminou, junto com toda a equipe, vinculando-o à então nascente onda do #ForaTemer.

Os cabelos de Sônia, ou de sua personagem, a jornalista escritora e estudiosa de música Clara, são enrolados por quase um longo minuto a cada vez que a pernambucana fica agoniada. Viram coques, ficam soltos, se molham na praia de Boa Viagem…assistidos pelo bombeiro salva-vidas, interpretado por Irandhir Santos, o Bento da novela “Velho Chico”, irreconhecível sem barba e com cabelos curtos e um dos melhores atores do Brasil hoje. Pois bem, os cabelos de Clara viram personagem nas mãos de Sônia a cada vez que ela tem que respirar fundo pra continuar resistindo às investidas cínicas dos donos da empreiteira que querem fazê-la vender seu velho apartamento. O “Aquárius” do filme é um prédio baixinho e sem elevador da Avenida mais cara de Recife e uma das mais elitizadas do País.

Sobrinha de uma revolucionária feminista e ela mesma sobrevivente de um câncer nos anos 80, Clara não tem a mínima intenção de abrir mão da vida que construiu ao longo dos últimos quarenta anos naquele agradável e antigo apartamento em frente à praia. E é claro que também é um personagem o próprio Edifício Aquárius, inspirado em um prédio verdadeiro que ainda sobrevive em meio aos edifícios altíssimos do bairro que hoje abriga os “Coxinhas” de Recife. Pernambucana no sangue, de pai e mãe, já fui com meus tios Tereza Sales e João Emanoel jantar no restaurante francês instalado no térreo do prédio verdadeiro. O edifício baixinho fica no fim de Boa Viagem, quase no Pina, o que explica muito sobre a personalidade de Clara.

Assim como minha tia socióloga, de quem me lembrei o tempo todo pelas semelhanças com a personagem e também entre os apartamentos das duas, Clara gosta de tomar seu banho de mar sozinha todos os dias em frente ao prédio. Idosa, mas sem parecer, conta com a proteção e a amizade do bombeiro que faz as vezes de salva-vidas. Sai da elitizada Boa Viagem e caminha pelo Pina que, como ela mesmo compara, é uma espécie de Leme, grudado com Copacabana e com apartamentos menos caros. Assim como minha tia e madrinha querida, Clara vai a pé até Brasília Teimosa, aquela favela que Lula e o então prefeito petista João Paulo (que pode voltar neste ano) urbanizaram no início do primeiro mandato. No seu mundo, Clara convive com as diferentes classes sociais e são os mais “simples” que terminam ajudando a salvá-la da encrenca em que se mete.

“Aquárius” também é sobre as mulheres e a terceira idade. As cenas de Clara com suas amigas da classe média recifense são impagáveis. As mulheres maduras e o sexo é outro subtema que Kléber explora como poucas vezes no cinema. Coisa de cinema francês, de um François Ozon, de “Oito Mulheres” e “Swimming Pool”. E o ritmo lento do filme, quase anacrônico, acompanha a pernambucanice das personagens. Como conheço mães de amigos pernambucanas com aquele ritmo tranquilo, quase malemolente. Que delícia!!

Recife Antigo
E as imagens? Qualquer pernambucano, seja coxinha ou mortadela, cairá aos pés das imagens de arquivo de Boa Viagem, desde a época em que os prédios baixinhos dominavam a paisagem até quando os edifícios quase arranha céus tomaram o lugar deles de vez. A pracinha da Igreja, os carros dos anos 80 (aaai, que saudades das minhas prévias de Carnaval, em que fazíamos Pit Stop no Recife Palace pra fazer xixi!!!), a Fri-Sabor (um, quero um sorvete de queijo agora!!), as músicas tocadas em fitas K7 nas areias da praia (Cláudia Freire, Bruno, Toninho e Nando, tocou até Queen, como em nossas madrugadas no Janga!!).

O fim de “Aquárius”- calma, sem spoilers aqui- é uma catarse e fecha a trama com ares de Buñuel, misturado com Fellini e, vá lá, até Pasolini. Que filme, minha gente, que filme!

Fora Temer
O tema, a resistência, já seria suficiente pra levar aos cinemas os protagonistas do #ForaTemer que tomaram as ruas em massa ontem. O fato de o filme ter sido censurado pelo governo do agora presidente, só reforçou a ligação de “Aquárius” com o pessoal que lutou contra o que considera um Golpe. Vi o filme no Cine Brasília, a meca do Festival de Brasília, a mais importante competição de filmes nacionais do País, onde manifestações políticas sobre filmes são lugar comum. Ainda nos créditos iniciais, ouviu-se o primeiro “Fora Temer”, entoado por boa parte da plateia. Quando apareceu o nome da Globofilmes, uma das patrocinadoras, começou o “Globo Golpista”. E quando se percebeu a presença de um jornalista das Organizações Globo dentro do cinema, até ele virou alvo. Foram quatro “Fora Temer” e muitos aplausos no final. O que poderia ter sido apenas uma manifestação do conhecido público do Cine Brasília – que vaiou o então global Rodrigo Santoro antes da exibição de “Bicho de Sete Cabeças” para no fim aplaudí-lo- se repetiu em outras salas de cinema da capital, a princípio menos políticas, como o Itaú Casa Park.

Ficou a certeza de que “Aquárius” é o filme certo na hora certa. O filme pra ser assistido no momento em que 100 mil pessoas vão às ruas para protestar contra o presidente que consideram usurpador. E os expectadores podem gritar com segurança, fazendo coro com Clara: “Vive la Résistence!!”.

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Sônia Pinto e o guarda-roupa que não é pra qualquer uma

Conheci as roupas de Sônia Pinto quando minha amiga Mayla di Martino, não por acaso mineira, me apresentou a elas na loja multimarcas Dona Coisa, no Jardim Botânico, Rio. A Dona Coisa não é uma multimarcas qualquer, só entram lá designers brasileiros superlegais, muito criativos, que produzem roupas normalmente bem diferentes do que se encontra nas lojas por aí. E assim é Sônia Pinto. “Ela é mineira, mas vende mais pra paulistas que pra cariocas”, me disse Mayla, ela mesma fã da marca e dona de um guarda roupas cheio de peças largas, molinhas e enviesadas e de cores neutras. Naquele dia de janeiro passado, comprei uma maxi-camiseta preta de malha grossa e supermacia, com aplicações de tule preto e cinza que vão até o chão. No meu caso, pouco mais e 1m60, só dá pra usar de salto alto, se não, arrasta no chão. É uma peça linda, mas foi a única porque as roupas de Sônia são todas feitas a mão e, atualmente, exclusivamente com tecidos importados- segundo ela, por causa da crise da indústria brasileira. Por isso, custam caro.

Pois bem, noutro dia, estou aqui em Brasília olhando o facebook e me deparo com um anúncio: Sônia Pinto está montando na cidade um pop up store com sua nova coleção. Pulei de alegria. Sônia saíra da Dona Coisa poucos meses depois de eu conhecer seu trabalho lá e só mantivera a loja que tem nos Jardins, em São Paulo. Nas demais cidades, inclusive as de sua Minas natal, está presente apenas por meio destas lojas provisórias. Era uma oportunidade, portanto!

Aqui, a loja foi montada no Hélio Diffusion da QI 8 do Lago Sul. O legal é que ali, depois dos meninos me mostrarem as peças pretas, brancas e cinzas- nada de concessões às cores nesta coleção-, cheias de assimetrias e reentrâncias, e muito mais retas do que grudadas no corpo, a própria Sônia me atendeu. Foi a estilista quem, pessoalmente, me sugeriu formas de vestir suas calças, vestidos, camisas com sobreposições e casacos tão únicos, mas que conseguem ser, ao mesmo tempo, tão clássicos. E suas saias assimétricas, como esta da foto abaixo.

Uma camisa branca fica diferente porque o tecido é amassado, inclusive o da gola, que fica fofa. Um casaco tem várias formas de se abotoar.

Uma saia preta mídi, tão em voga no momento, leva a assinatura de Sônia Pinto porque um lado é mais comprido que o outro e a cintura é alinhavada por um lindo laço à antiga. O tecido de uma das que levei pra casa? Chantung. Nada menos. Claro que aproveitei a oportunidade e fiz umas perguntinhas a Sônia aqui pra Escritos do Ócio. O principal: por que sua roupa e seus sapatos (sim, os sapatos também são muito especiais!) não são para qualquer mulher. Ela respondeu com gosto.

 (Trabalhos técnicos de Edição: Marco Couto)

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Almodóvar e o Melodrama

Fazia uns 10 anos que eu não assistia a um filme de Pedro Almodóvar. Parei depois de “Fale com Ela”. Não, não me deixei levar pelo apelo de que foi o estupro que fez com que a moça em coma voltasse à vida. Muitas amigas e amigos, e parte da crítica também- adoraram o filme por causa dessa sutiliza. Tá bom, Almodóvar conseguiu recorrer a uma sutiliza, vá lá, dou-lhe esta- para justificar aquele estupro a uma pessoa que estava indefesa, em estado vegetativo. Pois eu tô fora. Nada justifica um estupro. E muito menos, nada torna bela uma relação sexual forçada, nem que ela tenha sido perpetrada por amor (amor de mão única?).

Pois bem, odiei “Fale com Ela”. Foi o auge da fase em que Almodóvar passou a recorrer ao Melodrama puro para criar seus filmes. Recorrer a situações limites da vida humana: o estado de coma- como ele o adora!!-; os sentimentos de culpa de pais que abandonaram os filhos; o sentimento de abandono desses filhos; a dor profunda do adulto que foi abusado pelo pai quando criança… Bem este último é autorreferente, o próprio cineasta já disse que passou por este drama na infância.

Quase não há relações “normais” nas tramas de Almodóvar, encontradas no dia a dia da maior parte de nós: sofrimentos que nos afetam por causa das relações de trabalho, das relações comuns em nossas casas, de amizades que se tornam problemáticas… coisas que afetam à maioria das pessoas e não somente a uma parcela pequena de nós. E aí é que mora um dos principais atrativos de sua obra: é fácil gostar do dramalhão. Quem não quer sair um pouco do dia a dia? Quem não é facilmente atraído pelas situações limítrofes, que podem ser o alimento do melodrama?

Julieta
Pois bem, “Julieta”, seu último filme, em cartaz nos cinemas brasileiros, tem muitas destas situações limites. A morte repentina de um ente querido- ela de novo-; o coma de outro personagem; a filha que se separa da mãe por razões desconhecidas; a mãe que resolve tomar medidas drásticas; um pouco de relação amorosa entre pessoas do mesmo sexo… e por aí vai. Os personagens e os diálogos, por outro lado, sofrem de uma simplicidade quase estridente. Desta vez, o diretor/roteirista/produtor faz referências a Patricia Highsmith e até a Sydney Sheldon. Assim, fica bem fácil acompanhar a trama.

Não sou maniqueísta de deixar de enxergar os aspectos estéticos da obra de Almodóvar. Aliás, pra mim, é por eles que o diretor é um dos grandes. Atores de alto nível, muito bem dirigidos por ele, um uso das cores único e muito característico (veja que lindo o vermelho, que volta com força em “Julieta”!!), uma utilização da música quase como personagem… No novo filme, Hitchcock quase emprestou seu Bernard Hermann (o compositor premiado de suas trilhas) ao “colega” espanhol. A trilha do início do filme nos remete aos longa-metragens da fase americana do mestre inglês. A cidade pequena do meio da história, o trem onde acontecem fatos importantes pra trama, o suspense, toda a ambientação, por vezes, fazem parecer que estamos num dos clássicos de Hitch ou numa daquelas adaptações de Agatha Christie para o cinema. O ar retrô, aliás, é uma das melhores coisas de “Julieta”.

Vale assistir a “Julieta”, concluímos. É divertido. Mas é como assistir a um folhetim. Foi o tempo em que nos divertíamos com as comédias do diretor espanhol que criou pérolas como “Ata-me” e “Kika”, meu preferido. Que continham referências metalinguísticas- este último-, ou exaltações à força e à independência da mulher. Minha impressão é de que, quando percebeu que já tinha um público fiel, Almodóvar resolveu dar sua guinada final: aderiu ao estilo que sempre quis pra si e antes não tinha coragem de assumir: o melodrama típico das novelas mexicanas. Novela modernizada, empacotada em um lindo embrulho estético, mas novela.

Então, não seria o caso de assumirmos também? Nós gostamos de uma novela de vez em quando. Eu pelo menos gosto.

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“O amor da sua vida”

Noutro dia, comecei a ler um texto no facebook achando que era uma coisa e era outra. Era menos interessante do que eu achava que seria, talvez porque a conclusão da autora sobre o tema- o amor da nossa vida- fosse tão diferente da minha. A premissa foi, de cara, totalmente refutada pelo meu cérebro. Como assim o amor da minha vida? Como assim uma pessoa com uma vida que leve, vá lá, uns 60, mesmo 40 anos, pode ter apenas um grande amor na vida? Me senti um ET. Tive vários, tá bom, alguns grandes amores na minha vida. Sempre digo que amo demais porque fui muito amada na minha infância pelos meus pais. Aí, acho que amar é normal, tenho (ou tive) amores desmedidos, sem me impor limites, sofro, pareço o próprio Werther de Goethe com seu amor impossível por Clarisse. Claro que na juventude era muito pior. Bom, sobre essas reminiscências já escrevi antes aqui no blog (“O mundo se vinga por você ou Para o João ler quando tiver 16 anos”)

Mas voltando ao texto, continuei lendo mesmo quando as expectativas não se cumpriram. A autora, que li traduzida, tirava conclusões otimistas, apesar de começar dizendo que você poderia passar a vida toda sem ter a felicidade de viver o tal grande amor da sua vida. Concluía que, devido a incompatibilidades, como o gosto aventureiro dele, em oposição a sua aversão por viagens a lugares longínquos, o casal ou provável casal, poderia não continuar junto ou mesmo jamais ser um casal. Mas que o amor que você nutre teria valido a pena assim mesmo porque você, afinal, o sentiu, teve esta experiência. Mesmo que tivesse que deixa-lo livre para seguir com uma vida separada da sua, o que seria, de qualquer forma, um jeito de amá-lo.

Bem, eu mesma não acredito neste tipo de desprendimento. Pelo menos não no contexto do amor. Não que não creia que amor só é amor se for vivido, no sentido carnal, por assim dizer. Amor Platônico existe e os textos produzidos pelo Romantismo são grandes, belas e tristes provas disso. Minha própria vida pregressa, modestamente, é outra prova.

Pensei que a autora de nome inglês, desconhecido pra mim, fosse falar de como “o amor da sua vida” pode acontecer das formas mais diversas, em momentos diferentes da sua vida. Como ele pode ser mais intenso quando é platônico porque, afinal, aí você só conhece as qualidades do outro, e ignora os defeitos, que só aparecem com a convivência. De como você pode se apaixonar por alguém que tem gostos muito parecidos com os seus, mas não conseguir conviver porque um dos dois não abre mão de detalhes do dia a dia que parecem tão importantes- e na verdade podem não ser. De como quando você, já mais maduro, descobre que o amor pode durar muito tempo se um dos dois tem a capacidade de passar por cima das exigências toscas do outro. E vice-versa. De como o amor duradouro demanda esforço pra que continue amor. De como, no meio da plenitude de um amor tranquilo, você pode ser pego de surpresa por outro. Outro amor, uma paixão. Assim, do nada. Já ouvi alguns casos assim, e quem não ouviu? Que pode ter começado com uma conversa sobre, sei lá… política? Música? Cinema? Vinhos? Filhos? A situação mundial? E que te chamou a atenção porque as posições e os gostos eram tão parecidos com os seus… Ou porque o objeto do amor, ou da paixão, tinha elementos que não faziam parte da sua vida naquele momento e que- você descobriu- lhe faziam falta. E de como os amores às vezes podem ir pra frente ou não e isso pode ser decidido pelo destino (se é que isso existe), por você mesmo, pela outra pessoa. E de como aquele amor, no início paixão, pode passar a ser O amor.

Enfim, eu achei que aquele texto fosse tomar caminhos muito mais complexos, variados… realistas. Caminhos muito mais curiosos e instigantes. Mas não.

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O Rio de Janeiro Escondido II- Mais 25 dicas

Que o Rio de Janeiro continua lindo, ninguém é capaz de negar. Neste verão, o calor do El Niño está bem maior do que o do verão passado mas, mesmo assim, conseguimos aproveitar desde passeios ao ar livre que quase viraram um programa de índio, como o Museu do Amanhã e sua fila de duas horas, até saídas bem mais tranquilas como o Prosecco com Burrata no início da noite no Fasano Al Mare. Programas suficientes pra me inspirar a escrever estas novas 20 dicas da Cidade Maravilhosa. Afinal, não dava pra deixar de dividir estas experiências. Então, lá vai.

1-  O Museu do Amanhã, inaugurado no dia 19 de dezembro passado, ainda está dando trabalho. As filas ainda são grandes, a nossa, logo na segunda semana após a inauguração, foi de duas horas num calor enorme e com direito a pessoas bem vestidas se digladiando. A briga era por causa dos espaços deixados pelos mais espertos que não queriam ficar na parte em que o sol batia. Verificamos ali uma falha no projeto majestoso do arquiteto espanhol Santiago Calatrava: num país tropical e numa cidade onde o verão é de 40 graus, não dá pra a cobertura da construção ter tantas transparências.


Por outro lado, as transparências permitem ao visitante ver aquela vista indescritível da Baía da Guanabara, com Niterói ao fundo e a Ponte Rio-Niteroi como uma espécie de extensão do Museu.

Os espelhos d’água são o que há de mais belo na parte exterior do prédio futurista, que tem gente comparando com uma baleia e outros com um navio.

Lá dentro, a ideia é focada no amanhã mesmo. Na preocupação com o Meio-Ambiente. Em cada uma de suas instalações.

2-  Quem vai ao Museu do Amanhã, também vê de perto toda a renovada Praça Mauá, por onde a presidente Dilma chegou via VLT, o veículo leve sobre trilhos que ainda não foi inaugurado, mas que vai levar as pessoas sem a necessidade de se ficar encontrando estacionamento para carros individuais. Bem no espírito ecológico do Museu do Amanhã. A Praça está linda, você vai querer tirar uma foto com o letreiro gigante parecido com o que ocupa o Marco Zero em Recife e a frente da Torre de TV em Brasília. O de lá diz “Cidade Olímpica”.

Aproveite pra conhecer a Barraquinha da carioca que vende belos corselets e turbantes feitos com tecidos comprados em Angola. São lindos de morrer e a preços muito convidativos. Olhe também as bolsas com motivos do Rio de Janeiro.

3-  Estando na Praça Mauá, não dá pra perder a outra atração principal: o MAR, Museu de Arte do Rio. Na minha opinião, o MAR é mais bonito que o do Amanhã, integrando um prédio antigo com uma intervenção nova, esta cobertura em forma de onda. Palmas!!!

Lá dentro, você vai ver diversas boas exposições temporárias. Uma delas é a de Evandro Teixeira, um dos maiores fotógrafos do Brasil, que eu tive o privilégio de entrevistar um dia, em seu apartamento no Leblon. A mostra é uma viagem pelo Brasil, de Canudos, nos 100 anos da insurreição, até a lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim, em Salvador. Evandro capta os detalhes. Imperdível. Uma outra exposição traz de volta o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX, em toda a sua majestade. Uma imagem mais interessante que a outra. E crianças e adultos vão se divertir com as curiosidades em torno do personagem Zé Carioca, criado no Brasil e depois integrado ao elenco da Disney. A exposição é supercolorida! Quando já estiver cansado de ficar em pé, vá até o café do MAR, lá no último andar e tome algo gelado olhando aquela vistazinha chaaata da Baía.

E não perca por nada a lojinha do MAR. Me deu vontade de trazer pra casa, de avião, um banco clássico do Sérgio Rodrigues. Ainda bem que ele estava com um pequeno defeito e eu desisti.

4-  Assistir a uma Ópera no Teatro Municipal. Entrar neste teatro do início do século XX, em estilo eclético, que é uma mistura de Neoclássico com Belle Époque, já é um deslumbre!

Suba as escadarias, olhando cada detalhe da arquitetura interna, composta por muito mármore, lindos mosaicos no chão e no teto e detalhes incríveis!

Até o banheiro, na verdade uma Sala de banho, vale a pena conhecer. A parte interna do teatro é indescritível.

E, no intervalo, entre na fila pra comprar um espumante, mesmo caro e nem tão gelado. Você não perde tempo porque está olhando os mosaicos em pedrinhas coloridas da parte lateral externa do 2º andar do Teatro, onde já se apresentaram os melhores Balés do Mundo, astros da Ópera Mundial e até da MPB e do rock.

Nos camarins daquele teatro fiz minha única entrevista com Chico Buarque. Também cobri Pina Bausch e o show “Livro” de Caetano Veloso.

E tantas outras obras. Em dezembro, foi a vez do meu filho João, de 7 anos, debutar como plateia do Municipal, assistindo à Ópera infantil “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo e dirigida por Sura Berditchevsky. Um primor!

Muitas cores, crianças talentosas, um menino maluquinho afinadíssimo! João adorou.

5-  O circuito de museus do Centro não é nada novo, mas continua imperdível. Vá primeiro ao Paço Imperial, de onde Dom Pedro I disse que ficava, para assistir às melhores exposições de artistas brasileiros já consagrados. É uma delícia comer uma quiche no café do Museu no térreo e ficar apreciando o centro vazado da Construção centenária. Se estiver com crianças, leve-as lá atrás pra ver as carruagens. Do Paço, atravesse a Praça XV, por onde chegavam os escravos vindos da África, e siga pelo Arco dos Teles, cheio de barzinhos e restaurantes,  até o Centro Cultural dos Correios. Sempre tem alguma expo legal neste lugar, onde você não deve deixar de andar no antigo e belo elevador. Entre um centro cultural e outro almoce no “Cais do Oriente”. É um restaurante lindo e badalado, que recebe festas de preestreias de Cinema e outros eventos, com um pé direito bem alto e revestido de tijolinhos aparentes. A comida é ótima! Dali para a Casa França Brasil e pro CCBB é um pulo. A Casa é um aconchego e já abrigou mostras tão importantes quanto a das “Cerâmicas de Picasso”, que cobri em 1997 pela TV Bandeirantes. No CCBB agora é tempo de exposição do “Castelo Rá Tim Bum”. As filas dão a volta no prédio que já foi o primeiro Banco do Brasil da história, mas vc pode descansar depois na lindinha Casa de Chá do 2º andar do prédio. Fofa! E o CCBB do Rio tem sempre ótimas peças de teatro e filmes, normalmente pros adultos.

6-  O Centro do Rio é uma festa para os olhos. Enquanto passeia na Avenida Rio Branco, antiga Avenida Central, observe bem as lindíssimas portas dos prédios altos, alguns deles arranha-céus dos anos 20, 30, 40… Muita coisa Art-deco, algumas até Art-nouveau, tudo muito liiiindo!

Mas antes de sacar seu celular pra tirar fotos, olhe bem em volta pra ver se não tem nenhum espertinho querendo roubá-lo, especialmente nas imediações da Candelária.

 

7-  As livrarias do Rio são um barato. No centro já houve mais, a Leonardo da Vinci, por exemplo, era um clássico e fechou as portas há alguns anos. Mas dá pra conhecer a “Travessa” do Centro. Fica na Rio Branco, ainda em obras para as Olimpíadas. Tem vários andares e belos detalhes em ferro. Sempre acho os atendentes da Travessa de Ipanema os melhores do Brasil. Estudantes universitários das áreas de humanas, eles sempre têm bons livros de ficção internacional pra me indicar. Não posso dizer o mesmo da Travessa do Shopping Leblon. Lá fui muito mal tratada em dezembro passado. O vendedor, celular em punho, não quis se levantar pra me dar o lugar numa poltrona, mesmo me vendo com um livro de capa dura pesadíssimo nas mãos… Em tempo, os cantinhos pra crianças das Travessas são muito legais. Mas aí, a Argumento, na Dias Ferreira, Leblon, não fica atrás.

8-  Antes de chegarmos à Zona Sul, não posso deixar de indicar um bar na Lapa, longe do circuito superboêmio do bairro, cada vez mais lotado, dentro e fora dos inúmeros bares e restaurantes. Lá na Rua dos Inválidos, atrás da Gomes Freire, onde trabalhei na então TV Educativa por dois anos, está o Garten Haus.

Olhe as paredes divertidíssimas e tome cervejas artesanais brasileiras a preços convidativos ou peça a sua belga preferida. A carta é grande e a comida alemã é bem gostosa. Pode levar as crianças, ali elas não vão se perder no burburinho do bairro do samba. Mas, se estiver sem elas, caminhe até os Arcos. É muito bom passear pela ruela que sai do tradicional Bar Semente, onde Tereza Cristina foi revelada, e conhecer botequinhos que revelam garotos que um dia vão ficar famosos. Ali, num pré-carnaval, lá se vão uns 18 anos, conheci Yamandú Costa, recém-chegado ao Rio de Porto Alegre. O então desconhecido menino de uns 19 anos tocou seu violão, à sua maneira virtuose, e nos deixou de boca aberta.

9-  Os programas no Centro são infindáveis, mas sem dúvida um dos mais bonitos é a caminhada na Praça Paris. Depois que ela foi revitalizada, os cariocas moradores das imediações levam seus cachorros, e quem não tem bicho passeia com família, amigos e namorados pelos jardins da praça, admirando seus chafarizes e belas estátuas, por onde andavam nossas bisavós no fim do século XIX.

Niterói
10- Se tiver um pouco mais de tempo, atravesse a ponte Rio-Niterói pra pegar uma praia diferente de Ipanema, Leblon ou Barra. Niterói tem praias lindas como Itacoatiara, e Piratininga, que escolhemos visitar desta vez. A grande vantagem é poder ver a silhueta do Rio, com todos os seus tão célebres morros. Tente reconhecê-los nesta foto que tirei de lá.

 

O outro lado também não é nada mau.

 

Zona Sul
11-Chegando à Zona Sul, se no primeiro “O Rio Escondido 20 dicas” falamos de lojas e restaurantes das ruas de Ipanema, Leblon e Botafogo, desta vez vamos falar das joias escondidas nos shoppings. Quando você estiver cansado de bater pernas nas lojas maravilhosas do Shopping Leblon, de uma Havaianas bastante completa, até uma Dolce e Gabanna com vendedores muito atenciosos, vá almoçar no Cortés. Fique próximo da parte aberta porque dali você vai almoçar vendo o Cristo Redentor. A Burrata é gostosa, o camarão bastante bom, há algumas opções de vinho na Taça. Fomos duas vezes!!

12- Se você tem crianças, não deixe de ir a duas lojas: a velha e boa paulista “Green”, com aquelas roupinhas coloridas com cara de criança mesmo, não de adulto em miniatura, e a “Pé de Dragão”, pra comprar tenizinhos, sandálias de couro e várias opções pras meninas.

13- Saindo do Shopping Leblon, vá até o Rio Design Leblon, atravessando apenas uma rua. Quando eu morava no Rio, entre 1997 e 2002, ali funcionavam lojas de tecidos, móveis, tudo para casa. Agora, tudo mudou, quase todas são boutiques de roupas. Como é pequeno, o Design Leblon é aconchegante e charmoso. Tem o sorvete no carrinho, lojas coloridas e marcas mais exclusivas como “Cris Barros”, “Lenny Niemeyer” e “Mônica Pondé” e outras. E tem também a lojinha de cafés desta joalheira da qual falei no outro post de dicas do Rio. Os vários grãos de cafés à venda são moídos na hora nesta boutique com cara de farmácia antiga, idealizada pelo filho de Mônica, que é arquiteto. Provei o café mais curioso da loja: o Jacú, cujos grãos foram inicialmente comidos por esta ave, que depois os defeca inteiros. Aí eles são colhidos e lavados.

E o que faz estes grãos tão especiais? A ave tem olhos muito bons e consegue enxergar os melhores grãos de longe. Só come aqueles grãos Vips. Realmente, o café estava muito gostoso. Harmonizado com o chocolatinho gourmet que eles também vendem, então…

14-Outro programa imperdível na Zona Sul é fazer o Tour que mostra os bastidores da “H.Stern” de Ipanema. Trata-se do ponto que, além de loja, é também museu de gemas (quem nunca viu aquelas enormes bem na porta da loja da Visconde de Pirajá com a Aníbal de Mendonça?), e fábrica. Em 15 minutos você é apresentado primeiro à História da Marca (Ver “Apresentando Gênesis, a coleção que celebra os 70 anos da H.Stern”, aqui no Blog), às pedras brasileiras (em estado bruto) que ela ajudou a divulgar pelo mundo,

aos designs das peças criados com dois anos de antecedência,

aos ourives que fazem as peças em si e aos montadores das joias.

É bastante interessante.

O efeito colateral é você não resistir e querer uma peça da coleção Gênesis pro seu acervo…

15-Estando ali, você vai fazer um outro programa bastante tradicional entre locais e visitantes de Ipanema: flanar pelo chamado quadrilátero da Moda carioca. Ele fica vai da Garcia D’Ávila até a Aníbal de Mendonça no sentido Norte-Sul; e da Prudente de Moraes até a Barão da Torre no sentido Leste-Oeste. Ali ficam boas lojas como a “Fit”, a “Sacada” e a “Totem” e também era onde ficava a finada Maria Bonita. E tem restaurantes como o “Gero”, o “Alessandro e Frederico”, a sorveteria “Mil Frutas” e, claro, a “Travessa” de Ipanema, com seu café “Bazzar”. Bem pertinho está o “Espaço Itaú de Cinema” do bairro, com quatro salas e sempre ótimos filmes, normalmente europeus, americanos independentes ou argentinos. O quadrilátero é um ótimo lugar para ver vitrines e ver a moda também no corpo das cariocas elegantes, que passam de lá pra cá.

16- Se você tem cabelos encaracolados ou crespos, não deixe de conhecer o salão especializado em cabelos Afros “Beleza Natural”. Existe até um livro lançado sobre a iniciativa. Atualmente, é uma rede de cabeleleiros espalhados pela cidade, na verdade. O de Ipanema fica na Visconde de Pirajá entre o Jardim de Alá e a Rua Henrique Dumont. Perfeito pra definir os cachos, este salão fica lotado de mulheres e meninas negras da madame à pessoa que trabalha por ali nas lojas do bairro. As famosas também são clientes.


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- Nada mais carioca Zona Sul que caminhar na Lagoa de manhã cedo pra se exercitar. Sugiro o sentido Leblon-Copacabana paralelo à Av. Epitácio Pessoa. Sem usar joias, mas com seu I-pod preso na camiseta, você caminha no início pelo sol, mas logo depois pela sombra formada pelas amendoeiras do caminho. À sua esquerda, está o Cristo. Depois de caminhar uns 20 ou 30 minutos, pare na barraquinha de água de coco que fica bem pertinho do Quiosque Palafitas. É aquele que tem capivaras de metal na frente e araras azuis de verdade à esquerda, bem próximo ao Corte do Cantagalo.

Leve seu coco pra um píer de madeira que está bem ali na frente. Sente-se e aprecie uma das vistas mais belas que você terá visto na vida. A Lagoa Rodrigo de Freitas com o Morro Dois Irmãos atrás. Não dá pra descrever. Se quiser ande mais uns 200 metros e volte pelo mesmo caminho. É o meu preferido. Mas, se estiver bem disposto, continue para dar a volta na Lagoa. São 7,5 quilômetros. Quando estiver na altura do Jardim Botânico, preste atenção na Igreja redonda de vidro. É lindinha. Foi ali que meus pais se casaram.

Em dezembro, atravessei a rua e fui lá dentro. Me virei e olhei de volta em direção à Lagoa. É o melhor ângulo. Você vê todo o verde que circunda a igrejinha modernista de vidro.

18- O calor neste ano está tão forte que um programa mais ou menos recente se tornou popular, especialmente no Horário de Verão: continuar na praia ou ir à praia à noite. Na verdade, às vezes, já são 19 horas, como na foto abaixo, mas o sol ainda está ali, se pondo e formando lindos quadros.

19- Nada mais escondido que o “ClubHouse Rio”, que fica numa portinha sem nome na subida pro Morro do Cantagalo. É um club exclusivo para sócios que pagam uma anuidade. Entre eles estão brasileiros do mundo da moda como o criador da Osklen, Oscar Metsavaht, a modelo Alessandra Ambrósio, e o cantor e compositor Seu Jorge. Uns 30% dos associados são estrangeiros. O club, que promove festas e encontros cinematográficos com a presença dos diretores, também é um bar à noite com esta vista aí atrás (na foto eu e minhas amigas cariocas Daniela Camargo e Adriana Chiarini).

Os drinks são superexclusivos também, vale a pena provar.

Eu recomendo os tacos com guacamole, manga e camarão ….

Lá dentro, fotos de amigos da casa…

num ambiente supercool.

O Clubhouse também é um hotel. Você pode se hospedar num quarto como este, mesmo sem ser sócio.


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- Como em muitas capitais do mundo, os hoteis têm alguns dos melhores restaurantes do Rio de Janeiro. E têm muito mais: bons cafés e lanchonetes com vistas especiais. São ótimas opções para os feriados em que quase todos os restaurantes fecham as portas. No dia 25 de dezembro, resolvi levar marido e filho ao Ceasar Park. O restaurante estava fechado para um evento, mas nos encaminharam para o café que fica lá no alto, no andar da Piscina. Pegamos uma mesinha bem na parede de vidro.

Pra acompanhar aquela vista do Morro Dois Irmãos lá do alto, pedi um Whisky Sour. O sanduiche de pão ciabatta estava delicioso!

E aquela piscina indoor deu vontade de voltar um dia pra nos hospedarmos no hotel. Depois, na praia, ainda usufruíamos no wifi do Ceasar Park a 200 metros do prédio.

21- O Copacabana Palace tem três restaurantes em volta de sua famosa e enorme piscina.

Keith Richards jantou sexta-feira passada no tradicional italiano Cipriani. Fomos há muitos anos lá e o Cipriani não decepciona. Além da boa massa, você fica olhando o reflexo da iluminação noturna na água da piscinona. Mick Jagger é mais moderno e optou pelo Mee. Jantamos lá um dia depois, sem saber disso.

Optamos pelo Menu Degustação de Japonês e Tailandês. Um pratinho mais gostoso que o outro. Até dos sushis eu, que nunca os como, gostei. Um deles tinha fois gras…

O macarrão Thai estava saborosíssimo! Enfim, recomendo demais o Mee. Peça o drink que leva whiskey e charope de manga. Ainda está na minha memória gustativa!!!

22-E nem só de restaurantes fechados vive o Copa. Se quiser um pouco mais de descontração, mas ainda assim boa gastronomia, faça uma reserva na parte de fora do Pérgola.

O hamburger é bom, mas também tem pratinhos mais leves como o Steak Tartar. João adorou a sobremesa tripla…

Os drinks, então, um melhor que o outro. Tudo isso, com uma vista absolutamente privilegiada para a piscinona e com direito a dar uma subida no terraço lá de cima e olhar o mar bem ali na frente. Aproveitei pra dar um passeio pela parte interna do Hotel, e rever os salões onde fiz algumas entrevistas internacionais como a com o 007 Pierce Brosnan e a de Jeff Goldblum, o Mosca, quando veio divulgar “Jurassic Park 2”. Desta vez, ciceroneada por um amigo que é gerente do Pérgola, pude conhecer o Golden Room e o exclusivo 6º andar, onde estão as suítes presidenciais em que fica gente como o pessoal dos Rolling Stones. Quando eu fui, Jude Law estava ficando neste aqui.

23- Mas o hotel em que acabamos de nos hospedar e sobre o qual mais me perguntaram foi o “La Suite”. Este Hotel Boutique na Estrada do Joá tem, em primeiro lugar, uma das vistas mais fantásticas do Rio de Janeiro. Além disso, está instalado em uma casa que estava em ruínas quando o arquiteto francês Jean François (???) a comprou. Ele manteve alguns detalhes internos e externos e reconstruiu boa parte do prédio de quatro andares.

Criou 7 quartos e pintou cada um com uma cor diferente e característica. O mais chique, porque maior e com a melhor vista, é o Quarto Preto. O Branco também é chiquérrimo. Eu tenho vontade de me hospedar no verde… (que está nas dicas do Rio Escondido I, aqui no blog) e quase fiquei no amarelo. Terminamos ficando no Rosa, que parecia muito cheguei as fotos do site, mas que achei uma graça quando chegamos e o vimos in loco.

Até os corredores são especiais.

As piscinas do La Suite são lindas. A de cima é redonda, sempre adorei piscinas redondas, desde a minha infância.

A outra tem esta borda infinita aí.

Não poderia haver um hotel mais aconchegante para comemorarmos nossos 10 anos de casamento e assim foi. No “esquenta” pro show dos Rolling Stones, recebemos amigos pra um espumante (nacional e delicioso!) na piscina.


No dia seguinte, com os pés em frangalhos, tomamos um café da manhã fantástico, com um pão integral delicioso e quentinho, frutas fresquíssimas e ovos mexidos. Olhando o mar e as cadeiras dos americanos Eames de um lado…

e a sala cheia de detalhes do Palacete do outro…

Você não precisa se hospedar no hotel para aproveitá-lo. O brunch de domingo já não existe mais, mas é possível optar pelo sistema de Day Use, pagando para aproveitar as dependências só por um dia. Vale a pena, mas eu me hospedaria porque os quartos são impagáveis!!

24- Num fim de semana lotado de show dos Stones, só conseguimos reserva de um dia em cada hotel. Por isso, antes de nos mudarmos pro La Suite, tínhamos estado no Fasano. Era um hotel em que já tínhamos ficado uma vez, mas em que tínhamos passado por um episódio bizarro que marcou nossa memória para sempre (Veja em “Luxo no Rio de Janeiro e uma comédia de erros”, aqui no Blog). Desta vez, foi tudo mais que perfeito. Como estamos comemorando 10 anos de casamento, o hotel nos deu um upgrade e passamos do 1º para o 5º andar, quarto igual, mas com vista mais bonita ainda da praia de Ipanema. Como sempre estavam lá aqueles móveis lindos do arquiteto brasileiro Sérgio Rodrigues e os espelhos do designer francês Phillippe Starck. Ganhamos muitos mimos do hotel e de um amigo nosso carioca, Rick Reiner, que sabia da data. A piscina continua majestosa como sempre…. E desta vez, fim de semana de show dos Rolling Stones, estava lotada. Pool Party, babe.. Se você prefere não se hospedar no Fasano, tem a opção de almoçar no Restaurante do térreo, Fasano Al Mare. A culinária italiana é das melhores do País e o ambiente… ah, o ambiente…

Em dezembro, em que não estávamos hospedados, fomos com nosso filho e eu comi este camarão com vieiras e cogumelos. Soberbo!

Se preferir jantar, o clima à noite também é maravilhoso. O bar fica desse jeito aí.

Se quiser tomar um drink com velhos amigos, peça uma burrata pra acompanhar. A de lá é divina, ainda mais macia que a do “Gero”, restaurante irmão do “Fasano”.

25- Por falar em noite, se você é daqueles que, como eu, não gosta de boates, mas sim de bares com DJs, além do imbatível e já antigo 00, pode se aventurar no Galeria Café, que continua a ferver na Rua Teixeira de Melo, em Ipanema.

Isso se você não tiver problemas com festas GLS. O Galeria é também uma galeria de arte, desde que abriu em 1997. Você dança olhando as obras de arte na parede.

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